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O caminho faz-se… caminhando

Por vezes é necessário parar um pouco para repensarmos quais os nossos objectivos, e validarmos se estamos no caminho certo. É muito fácil desviarmo-nos do percurso traçado. Mais fácil é quando não vemos os resultados imediatos. Na sociedade em que vivemos, de consumismo rápido e descartável, em que temos o mundo na ponta dos dedos, queremos tudo para ontem e já não sabemos o que é esperar. O dinheiro de plástico é imperador soberano, as novas tecnologias estão disponíveis para quem quiser, e já não sabemos o que é estar desligado. Mas por vezes somos obrigados a parar e olhar para o caminho que estamos a fazer. São paragens “obrigatórias”, como se de um carro de corrida se tratasse em que tem parar para mudar os pneus. São paragens que nos permitem perceber qual o próximo passo. Normalmente é necessário desbloquear algo para que possamos avançar. O caminho faz-se… caminhando.

Depois de um longo tempo parado sem escrever, estou finalmente a conseguir voltar, e assim espero continuar.

Ainda não sei qual será a frequência com que irei escrever, mas espero manter o ritmo.

O que importa é começar. É sempre o passo mais importante, e por vezes, o mais complicado.

 

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Tudo tem um motivo de acontecer, e surgiu a necessidade de dedicar a minha total atenção ao meu novo bebé tecnológico.

A semana passada foi o início de um marco importante. Finalmente consegui reunir todos os esforços para que conseguisse abrir as portas da minha casa tecnológica ao público: o site do Papai Tó.

É algo que já foi pensado (e começou a ser implementado) há cerca de um ano atrás.

Um ano!

Como o tempo passa!

As ideias surgem e queremos concretizá-las logo no imediato, mas surgem sempre alterações aos nossos planos que nos fazem mudar o rumo dos acontecimentos. Mas o importante é não perdermos o nosso foco e sabermos quais são os nossos objectivos.

Muitos conhecimentos foram adquiridos, e ainda falta muito mais para fazer. Poderia atrasar um pouco mais o seu lançamento, mas se fosse esperar até estar mesmo completo… então seria um adiamento infinito.

Não existe a perfeição, e busca pela perfeição pode tornar-se uma obsessão, de tal forma que pode influenciar a nossa forma de viver.

O essencial está feito e foi lançado com as mínimas condições possíveis.

Agora é ir adicionando o que falta, até ficar mais funcional e apresentável.

Se existem falhas? Claro que sim! Mas que serão corrigidas, e conto com o teu apoio, se detectares alguma. Há sempre algum pormenor a alterar, mas que não nos pode impedir de avançar.

Por exemplo, com certeza que já tentaste aceder à loja e reparaste que ainda não está operacional. Gostaria muito que já estivesse concluída, mas faltam muitos pormenores por definir, e ainda não posso abri-la. Será oficialmente aberta quando as condições estiverem reunidas, e espero não demorar muito tempo até o fazer.

Prevejo que muitas coisas boas aí virão, mas terão que ser assentes numa base sólida, consistente. Só assim perduram e só assim criam raízes para as gerações futuras.

O caminho faz-se… caminhando.

Claro que com isto tudo, existem outros projectos que ficam parados, outros tantos que abrandam o passo e entram no ritmo do caracol. Mas com certeza que já conheces a história da lebre e da tartaruga… apesar da tartaruga ter um passo mais lento, não significa que desista do objectivo, ou que se distraia facilmente. Foco, determinação, persistência e ritmo consistente são as palavras de ordem.

Quem “sofre” mais com estes abrandamentos é o meu filho L, o meu cliente mais fiel.

“Pede-me” constantemente que lhe proporcione melhores condições para que ele possa usufruir o melhor possível dos períodos sensíveis pelos quais está a atravessar.

Ou seja, demonstra-me, por gestos e palavras.

Gosto muito de o observar e perceber quais as suas necessidades, e acho que até já o faço de uma forma inconsciente. Por vezes, basta um pequeno gesto dele para perceber o que lhe faz falta naquele momento, o que o pode ajudar para facilitar a sua vida.

 

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No fundo, a aquisição e a consolidação de novas competências que o seu crescimento assim lho exige.

Ele tem uma paciência do tamanho do mundo, e quando menos espera ”aparece” algo feito por mim que ele tanto precisava.

Espero poder retomar brevemente ao ofício que tanto gosto.

caminho

O Papai Tó veio para ficar e vai deixar a sua marca, ao demonstrar que os portugueses também sabem fazer materiais pedagógicos (e não só) com qualidade.

Com matéria-prima proveniente de florestação sustentável e com acabamentos certificados que não prejudicam o meio-ambiente, e que por isso são seguros para os nossos bebés e crianças mexerem sem perigo para a sua saúde.

Espero sinceramente corresponder às expectativas, porque eles merecem o melhor, e, se possível, que seja português.

É com muita satisfação e alegria que vejo o movimento Montessori a começar a espalhar-se e a consolidar-se cada vez mais pelo nosso país, e este é o meu pequeno contributo para que os nossos pequenos mestres tenham a aprendizagem que merecem.

 

Quais as tuas expectativas em relação à integração de Montessori em Portugal?

O que estás a fazer para ajudar que este movimento floresça?

Deixa a tua opinião.

 

Obrigado pela tua presença.

 

 

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A cola pode ser nociva para a saúde teu filho?

“Vais para a escola? Leva a cola!”

Quem não se lembra de um anúncio que passou na televisão, há uns bons 30 anos?

Pois é, a cola fez sempre parte do material escolar, e também dos instrumentos de trabalho de quem necessite de a utilizar com muita frequência.

Pode parecer um tópico banal, mas revela-se importante aprofundar um pouco este assunto, e vou explicar o porquê.

Desde os primórdios da civilização que a cola é utilizada.

Inicialmente, começou por ser utilizada a cola de animal, antes de existirem as colas sintéticas de hoje em dia.

Historicamente, a cola de animal era feita através do colagénio existente nos ossos dos animais mortos. O colagénio é conhecido por ser peganhento quando está húmido e ficar duro quando solidifica.

Sabias que a palavra “colagénio” deriva da palavra grega “kolla”…?

Embora inicialmente não muito conhecida, o seu uso começou a proliferar quando a construção de móveis surgiu como um ofício.

Claro que hoje em dia muito raramente utiliza-se a cola animal, dando o seu lugar às colas sintéticas.

Existem colas específicas para colar qualquer tipo de material: madeira, metal, tecido, vidro, porcelana, etc.

E nas mais variadas formas: liquída, em stick roll-on, gel, spray, etc.

Contudo, a maior parte delas não são certificadas (podendo ter algum tipo de toxicidade), e nem sequer referem qual o valor dos VOCs.

 

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Normalmente não acarretam nenhum perigo para a saúde, e pode ser facilmente limpa com os dedos apenas com um pouco de água.

As colas brancas para madeira à base de água (também conhecidas pela sigla PVA) são as mais utilizadas na bricolage em geral as que apresentam a melhor relação preço-quantidade.

As colas PVA (Acetato de PoliVinilo) são de cor branca (embora também existam na cor amarela), sem cheiro e podem ser diluídas em água, tornando-as menos espessas.

Podem também ser tocadas directamente pelos dedos, sem nenhum prejuízo para a pele.

Tal facto pode dar a entender que este tipo de cola não é tóxica.

E de facto, não é, a não ser que seja ingerida.

Todos sabemos que as crianças gostam de experimentar tudo, e há sempre aquela situação em que provam um pouco de cola branca.

Esta cola pode tornar-se tóxica a partir do momento em que for ingerida, porque realmente não foi feita para isso.

Claro que se for em quantidades muito pequenas, o mal será muito menor do que se for em grandes quantidades, e de certo que o nosso organismo encarregar-se-á de dar o devido tratamento.

Existem fabricantes estrangeiros de cola branca que têm colas naturais e que são próprias para o contacto directo com os alimentos.

Mas o que isso significa é que se a cola tiver contacto com os alimentos, estes continuam a ser comestíveis.

Não quer dizer que a cola é comestível…

Existem colas muito potentes no mercado, e que actuam em segundos, e que exigem muito cuidado na sua utilização

Podem, inclusive, colar a pele.

Apesar de ser vantajoso utilizá-las, têm compostos químicos na sua composição, o que não as torna muito amigas do ambiente.

Se for necessário dar um uso muito intenso, torna-se ainda mais obrigatório utilizar colas que sejam o menos nocivas possível.

E claro, com o manusear das peças de madeira pelas mãos dos bebés e das crianças, todo o cuidado é pouco…

Nem todos os fabricantes têm este nível de consciência.

 

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Existe algum perigo das colas que não são certificadas serem utilizadas para colar peças manuseadas por bebés ou crianças?

É possível que não, desde que haja o cuidado de não utilizar em excesso, e de limpar muito bem o remanescente.

Claro que podem existir situações em que é de todo impossível não usar uma cola não tóxica, mas desde que haja o máximo de cuidado possível, como referido.

Muitas fabricantes podem dizer que a cola que utilizaram é livre de tóxicos e sem solventes, mas poderá não ser bem assim. Como é um componente utilizado na própria montagem do produto, fica escondida.

E depois de secas, algumas mesmo ficam transparentes,

Não existe forma de saber realmente qual o tipo de cola utilizada…

Como poderemos saber a verdade?

Segue o teu instinto e confia.

Procura um fabricante de brinquedos e materiais pedagógicos da tua confiança, que demonstre integridade e responsabilidade no seu trabalho.

E que tenha conhecimentos suficientes para usar uma cola certificada que seja atóxica, não tenha solventes e que tenha um valor muito reduzido de VOCs.

O meio-ambiente agradece, e o teu filho também.

Que achas deste assunto?

Dás alguma importância às colas utilizadas?

 

Obrigado pela tua presença.

 

 

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Móbiles Montessori

Deparámo-nos com o conceito dos móbiles ainda antes do L nascer, quando já tínhamos ambos colocado mãos à obra e começado a pesquisar sobre a melhor forma de o receber.

Claro que fazíamos questão que a casa estivesse o melhor preparada possível, e foi nessa altura que os universos de Montessori e Waldorf começaram a entrar cada vez mais na nossa vida.

Se anteriormente já faziam sentido, agora faziam muito mais.

Então, como preparar o ambiente o melhor possível?

Apesar de ele só ir começar a andar passados muitos meses, quisemos deixar a casa já minimamente preparada nesse sentido.

 

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Começámos por tapar as tomadas eléctricas nas paredes, começar a colocar as coisas à altura dele, um berço que nos permitisse acoplar à nossa cama sem uma das grades laterais.

Estes são alguns dos exemplos.

Mas ao pesquisar melhor o mundo Montessori, deparámo-nos com os móbiles!

Confesso que não sabia o que era um móbile, nem que era este o nome que se dava a este tipo de material.

E à medida que fomos pesquisando, mais sentido fazia a estrutura dos mesmos, e as aplicações que lhe eram dadas.

Pelo que entendi na altura, Montessori tem vários tipos de mobiles, que vão sendo aplicados consoante a evolução do bebé.

Não sou nenhum perito nesta matéria, e irei apenas falar do que pesquisei em relação a este assunto, e também da minha experiência enquanto pai presente.

Primeiro que tudo, é preciso ter consciência que os móbiles não devem ser apresentados quando o bebé está stressado de alguma forma, ou quando existe alguma necessidade básica por atender: cólicas, fome, fralda suja, etc.

Não devem ser colocados também no sítio onde o bebé dorme, não é essa a intenção. Convém ter a zona onde dorme separada da zona da brincadeira.

Por isso, não devem ser usados como forma de acalmar o bebé. Ele já tem que estar calmo e receptivo.

Devem ser sim, apresentados ao bebé quando ele está relaxado e predisposto para absorver o ambiente que o rodeia, em que tudo é novidade.

O objectivo é estimular, num ambiente controlado, o foco, a capacidade de seguir objectos, e a percepção das cores.

O primeiro deste móbiles é o Munari.

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Móbile Munari

O Munari é um móbile composto por 3 níveis de altura, com figuras geométricas a preto e branco e uma bola transparente, equilibradas entre si.

Deverá ser apresentado entre as 3-6 semanas de vida.

Antes mesmo do bebé conseguir ver as cores, só consegue ver a preto e branco e distinguir formas e sombras. Daí este móbile não ter cores, porque realmente não são necessárias. Desta forma, permite que o bebé consiga distinguir melhor o contraste entre os tons preto e branco. É também um móbile muito elegante e estimulante o suficiente, sem ser em demasia.

A bola transparente, ajuda a reflectir e a espalhar os raios de luz, criando um bonito efeito, ao mesmo tempo que não deixa de ser surpreendente para o bebé ver uma bola grande a flutuar no ar.

Das várias pesquisas que fiz, reparei que existe uma forma correcta de posicionar as várias imagens. Cada uma deve estar colocada numa certa posição, num determinado nível.

Confesso que não foi muito fácil equilibrar todo este sistema (é um verdadeiro exercício de paciência e equilibrismo), mas uma vez feito… é muito relaxante vê-lo a funcionar. A forma elegante como as diversas imagens interagem entre si, parece que estão entrelaçadas numa dança hipnotizante.

Sinceramente não me recordo quando tempo deixámos este móbile pendurado, mas foi dos móbiles que durou mais tempo…

Quando reparámos que o L não já não dava muito atenção a este móbile, trocámos para o seguinte.

O Octaedro (assim se chama o móbile que deverá ser colocado depois do Munari), é composto por três octaedros (daí o seu nome).

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Móbile Octaedro

Nesta fase, o bébé já consegue distinguir algumas cores, e por isso as três formas geométricas representam as três cores primárias (azul, amarelo e vermelho). São colocadas a alturas diferentes para que o bébé tenha a percepção da distância e possa treinar o foco visual.

Deve ser apresentado entre as 5-8 semanas de vida.

Das pesquisas que fiz, reparei que não existe uma posição específica para cada forma geométrica, por isso optei por colocar o que tem a cor amarela mais em baixo. Não sei se existe algum estudo científico em relação a este pormenor, porque reparei que não existe muita coerência em relação a este aspecto.

Queria que os octaedros tivessem cores suaves, mas ao mesmo tempo apelativas. Por isso andei de loja em loja à procura da cartolina que tivesse a cor certa. E também não podia ser uma cartolina muito grossa que não desse para dobrar, nem uma cartolina muito fina que fosse impossível de trabalhar. Foi uma lotaria, mas lá consegui encontrar o que queria…

O que dá mais trabalho, neste móbile, é recortar os octaedros e colar muito bem, sem estragar nada. Não é muito fácil, já que nas dobras as cores podem ficar um pouco “rasgadas” e sumidas, mas nada que não se faça, com paciência e algum jeito.

Li algures que, os octaedros foram feitos para ter como base a percepção das proporções geométricas, as suas relações e padrões. Foram assim denominados pelo antigo filósofo grego, Plato.

Do que me recordo, o L não se entreteve muito com este móbile, e o efeito surpresa desvaneceu-se cedo.

O nosso bebé queria mais, e então lá fomos colocar o móbile seguinte: o Gobbi.

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Móbile Gobbi

O Gobbi é um móbile composto por 5 bolas, com 5 tons variantes de uma só cor.

Pode ser apresentado entre as 6-8 semanas.

Tem como objectivo ajudar a aperfeiçoar a visão do bébé, ao ter uma ligeira variação de tom de cor de uma bola para a outra.  O bébé percorre estas ligeiras variações de tons para a frente e para trás, ao mesmo tempo que os seus olhos ajustam o foco da bola que está mais perto para a bola que está mais afastada da sua visão.

Pode ser feito praticamente com qualquer cor base. Nós optámos pelo azul, com cores suaves.

Aqui houve uma grande ajuda da minha mulher, porque foi ela que fez praticamente tudo: comprou as bolas, as linhas com as cores, e enrolou a linha à volta das bolas.

Eu limitei-me apenas a pendurar as bolas, de acordo com um ângulo específico, para que fiquem em escada.

Claro que este móbile é muito apetecível, porque nesta fase o bebé já começa a querer agarrar objectos e é uma verdadeira tentação bater nas bolas e vê-las a dançar no ar.

E como não há três sem quatro, quando o L começou a mostrar desinteresse pelo Gobbi, mostrámos-lhe os Dançarinos.

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Móbile Dançarinos

Os Dançarinos é um móbile formado por 4 figuras que se assemelham a 4 pessoas a dançarem, em várias posições.

Pode ser apresentado sensivelmente a partir das 12 semanas.

Aquando das minhas pesquisas, verifiquei que existem várias cores que se podem utilizar e combinar para formar as figuras. Não me pareceu existir nenhuma “regra”. Por isso, resolvi utilizar duas cores que ainda não tinha utilizado muito, o vermelho e o prateado. As cores são ligeiramente brilhantes, mas não em demasia.

Os Dançarinos ajudam o bebé a ter a percepção de profundidade, bem como no foco de imagens visuais em movimento. E este móbile é muito propício em movimento, porque existem muitas figuras que facilmente “dançam” com a mais pequena brisa, devido a serem feitos com material leve.

O contraste das cores, a reflecção da luz e a suavidade dos movimentos ajudam a captar a atenção do bébé.

Em vez de serem dançarinos, também se vêm móbiles construídos com formas de baleias, andorinhas, borboletas, etc.

Nesta fase já fica um pouco ao nosso critério que tipo de figuras apresentar e ir trocando, já que existem mesmo muitas variações.

A lista é vasta.

Alguns são muito bonitos de se ter em casa, mesmo para nós, adultos. Tornam-se muito relaxantes.

Estes primeiros móbiles podem ser feitos por qualquer pessoa, com um pouco paciência e tempo.

Nós parámos no móbile dos dançarinos, porque achámos que para o L não valia a pena fazer mais. Ainda gostaria de ter feito mais, mas para ser sincero, acho que a principal razão foi porque o nosso tempo disponível para os fazer já não era muito… mas por um bom motivo, claro!

E o L também não se entreteve durante muito tempo com este móbile.

Depende de cada bebé, uns gostam mais de um certo tipo de móbiles do que outros.

A forma de colocar os móbiles é feita sempre da mesma forma: a cerca de 30 cm da cara do bebé (é a distância máxima que eles conseguem ver quando são muito novos), e por cima do seu peito (não directamente acima da sua cabeça). Desta forma, ajuda-o a focar os objectos que estão um pouco mais longe da sua visão, e sem forçar muito o pescoço ao olhar para cima.

Os móbiles devem ser trocados a cada 2-3 semanas, para o bebé não se aborrecer, e para provocar novos estímulos.

Não exista uma fórmula que funcione para todos, e o número de semanas para apresentar cada móbile é apenas uma referência. É necessário, sobretudo, conheceres o teu bebé e perceberes quando é altura de mudar de móbile.

Penso que o principal é que o teu bebé seja um bebé feliz e estimulado na medida certa, no tempo certo. Com ou sem móbiles.

Para isso, precisas ser um pai/mãe presente na vida do teu filho. Conhecê-lo.

 

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Não são os móbiles que vão fazer de ti um pai/mãe Montessori. Ou que possas dizer que o teu filho é um bebé Montessori.

É muito mais importante a forma como estás presente na sua vida, no seu crescimento. E respeitar as suas opções, proporcionando-lhe desde muito cedo condições para que seja uma criança autónoma, livre e responsável.

Já tinhas ouvido falar destes móbiles?

Chegaste a fazer algum?

Qual é a tua opinião sobre os móbiles, achas que cumprem o seu propósito?

 

Obrigado pela tua presença.

 

 

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Trabalhos Manuais

Hoje em dia, veem-se muito poucos jovens a fazerem trabalhos manuais, artesanato.

Parece que a única razão válida que encontram para mexer os dedos é a usar as novas tecnologias (computador, consola de jogos, telemóvel, etc.) e pouco mais.

Não conhecem outra realidade, e é de lamentar.

É a realidade em que nasceram. Os pais passam o dia a olhar para um ecrã, dependentes e sempre ocupados.

 

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Por isso, desde muito cedo começam-nos a imitar.

Cá em casa, acontece algo parecido. Não vemos televisão, e embora tenhamos muito cuidado em não usar o telemóvel à frente do L, claro que invariavelmente isso acontece. Mas acontece muito mais quando fazemos ou atendemos chamadas, do que a navegar na internet.

E, claro, somos imitados. Como?

Bem, nós temos uma capa de telemóvel que não usamos, e demo-la. Ele adora e gosta de andar com aquilo para todo o lado. E volta e meia, lá anda ele com a capa encostada ao ouvido a fingir que liga para os avós…

Trabalhos Manuais
A Felicidade, do filme “Inside Out”

Cada vez mais começam a surgir novos casos de pessoas muito novas que sofrem de lesões no corpo devido a más posturas. Hérnias discais, tendinites… parecem ser coisas normais nos jovens actuais.

Parece incrível como se pode chegar a uma idade tão jovem e com o corpo a envelhecer.

Descobri recentemente que existe a profissão de jogador profissional de jogos de computador, em que passam o dia inteiro sentados, em frente a um ecrã, a jogarem. E são pagos para isso.

São profissões que, tal como os atletas profissionais, têm uma carreira muito curta, e são obrigados a retirarem-se numa idade muito nova (antes dos 40 anos):

  • Os atletas profissionais, porque o corpo (no seu todo) foi submetido a um enorme desgaste físico durante muitos anos
  • Os outros tipos de jogadores profissionais, porque as suas mãos foram submetidas a um enorme desgaste a fazer o mesmo tipo de movimentos durante longos anos.

Antigamente só quando se chegava a uma idade mais avançada, é que começavam a surgir estes problemas. Mas viam-se, principalmente, nas pessoas que trabalhavam no campo, devido às más posturas originadas pelas colheitas que tinham que fazer.

Tudo tem que ter um equilíbrio.

Tenho conhecimento de pessoas jovens que já têm problemas de tendinite nas mãos e hérnias discais, precisamente porque passam o dia inteiro sentados em frente ao computador. Já para não falar do andarem com um ombro mais elevado que o outro, resultado do longo tempo passado com o telemóvel entre o ombro e o ouvido. Uma espécie de kit mãos-livres prejudicial à saúde.

É o seu trabalho, mas o que é mais valioso?

O trabalho, ou a saúde?

Trabalhar para ganhar dinheiro, para pagar as tuas despesas de saúde que tens devido ao trabalho que fazes.

Reparaste no ciclo vicioso em que muitas pessoas estão, sem se darem conta?

Recentemente, li um artigo publicado na internet, que refere que em Inglaterra, os estudantes de cirurgia estão a ter problemas de destreza manual para coser os seus pacientes.

 

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Como é isto possível?!

Um cirurgião com problemas de destreza? Por favor, digam-me quem são para não os deixarem sequer tocar-me, se chegar a essa altura!

É tão ou mais importante ter elevados níveis académicos, como a necessidade de desenvolver a habilidade e perícia nas mãos.

Outro artigo com que me deparei, refere que foi feito um estudo, em que mais de 60% das crianças preferem usar os computadores do que estar na rua.

 

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Percebo isso tudo, porque são fases da vida.

Eu próprio passei por essa fase dos jogos de computador, quando começaram a aparecer há mais de 20 anos atrás. Estar dias inteiros frente a um computador, tudo era novidade na altura.

Passei por isso tudo.

Mas não foi por causa disso que fiquei viciado. A vida obrigou-me a seguir o meu caminho e a procurar soluções para os problemas que me iam aparecendo.

Como em tudo, tem que haver bom senso.

Começa em casa, por exemplo, com os pais a incentivarem os filhos a fazerem mais trabalhos manuais.

A fazer pequenas reparações, por exemplo. Ou a frequentar workshops de marcenaria, ou outro tipo de artesanato.

 

Um floral em talha, feito por mim

A confiança e a auto-estima eleva-se quando vemos algo feito pelas nossas próprias mãos. Ficamos contentes quando criamos.

 

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Tal como é importante desenvolver a nossa mente ao estudarmos o que nos interessa, também é importante estarmos envolvidos noutras áreas, tais como a música, artes dramáticas, pintura, etc.

Desenvolvermo-nos como um todo, de modo a que tenhamos uma vida rica em experiências nas mais variadas formas.

Sermos um ser completo.

Antigamente, na escola existia uma disciplina que se chamava “Trabalhos Manuais”. Lembro-me perfeitamente, porque aprendi várias artes manuais, entre as quais fazer um livro (desde colocar a capa até coser as folhas com agulha e linha) e um pequeno assador de chouriços em barro.

Será que ainda existe?

São memórias que perduram porque aprendemos muito mais a fazer do que a ler ou a ouvir.

Criar memórias, recordações. É o melhor que podemos ter.

E isso só acontece se envolvermos os nossos filhos em actividades manuais.

 

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Muitos dirão que não gostam, ou que é coisa que já não se faz. Mas secalhar nunca experimentaram, e não sabem se gostam. Afinal, não sabemos o que não sabemos.

Tive a sorte de ter um avô serralheiro que tinha uma pequena garagem com várias ferramentas manuais, e onde ele fazia de tudo um pouco. Até fez uma mesa de ping-pong em tamanho real, para eu e o meu irmão jogarmos! Confesso que gostaria de ter aprendido mais coisas com ele, mas o bichinho ficou cá.

Gosto de arranjar coisas, de inventar. De encontrar soluções.

O ser humano não foi feito para fazer actividades repetitivas durante muito tempo. A monotonia instala-se e a criatividade começa-se a desvanecer.

Para isso existem os robots.

O ser humano é um criador por natureza, um inventor.

Qual foi a tua última criação?

 

Obrigado pela tua presença.

 

 

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Balanço do Ano

E porque é importante fazer um balanço acerca do ano que está a terminar, desta vez, decidi gravar uma pequena mensagem para ti.

 

 

Transcrição do vídeo:

“Olá,

O meu nome é António Santos, e sou o Papai Tó.

Gostaria de partilhar contigo um pouco do balanço que foi este ano.

Foi um ano cheio de coisas boas, que ajudaram o Papai Tó a crescer muito. É um caminho que está a ser feito com passos seguros e sólidos.

Não é fácil ser homem, pai, companheiro, artesão, empreendedor, e manter a nossa visão e o nosso foco intactos.

Mas vale bem a pena quando nos sentimos bem a fazer o que gostamos, e sabemos que é para um bem maior, para servir o outro o melhor possível.

Quero agradecer por este ano que passou, e por ter contribuído para uma maior consciência em relação à construção dos brinquedos e materiais pedagógicos, no que diz respeito à madeira e aos acabamentos utilizados.

Só por este factor, considero que um dos meus objectivos foi cumprido, através das informações que tenho passado nos meus artigos.

A oferta e a variedade é cada vez maior, e isso é salutar quando existe também qualidade, porque quem vai ganhar com isso é o consumidor. Que neste caso, serão os bebés e as crianças.

Não te esqueças também que ao comprares no comércio local, estás a contribuir para ajudar a alimentar uma família.

Enquanto que ao comprares numa grande superfície, estás apenas a alimentar o sonho de uma única pessoa.

Também em jeito de balanço, resta-me agradecer o apoio e incentivo em relação às mensagens que tenho transmitido, em que tento ajudar ao máximo a escolheres o melhor produto possível adequado às tuas necessidades, de acordo com os requisitos necessários em termos de certificação, da madeira utilizada e respectivos acabamentos.

O próximo ano reserva-me novos desafios, novas oportunidades para crescer e para vos servir ainda melhor. E no meio disto tudo, é muito importante não perder a integridade e sermos fiéis aos nossos princípios. Não tomar atalhos que nos possam levar por caminhos indesejados.

Espero no início do próximo ano ter já algumas das novidades que estou a preparar para vós.

Não te esqueças, certifica-te sempre que o que compras vem do comércio justo e que a sua construção e o tipo de acabamento (madeiras, tintas, vernizes, óleos, etc.) são certificados e próprios para os bebés e crianças mexerem.

É muito, muito importante.

Acede à minha página do facebook e pede para aderir ao grupo do Papai Tó para ficares a saber das novidades em primeira mão.

Desejo-te um bom ano, e que seja melhor do que imaginas.

Até para o ano.

Sê feliz.”

 

Obrigado pela tua presença.

 

 

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Como trabalho a madeira

Esta semana dei início a um novo projecto. Confesso que não consigo estar muito tempo sem mexer na madeira, sem construir algo com as minhas mãos, de forma artesanal. Faz-me sentir útil. A forma como trabalho a madeira é primordial para alcançar os níveis de excelência a que me proponho, e para o meu bem-estar.

Não faz sentido ser de outra forma.

Serei eternamente exigente comigo próprio, o que é diferente de ser perfeccionista.

A busca incessante pela perfeição pode levar-nos a estados de ansiedade e de depressão. É importante perceber quando devemos parar.

Não é bom para a nossa saúde tentar chegar a um estado que não existe.

Não nos podemos enganar.

A viagem tem um propósito maior do que o fim em si, e tem muito mais sabor se podermos se soubermos aproveitá-la.

No final, o que importa é compreender que estamos a crescer com o caminho que escolhemos percorrer, e que para isso temos que estar alertas, conscientes.

O facto de procurarmos a perfeição, faz com que nos esqueçamos da viagem e nos foquemos apenas no resultado final.

E com isso podemos procurar caminhos alternativos, mais rápidos, que podem levar-nos ao nosso objectivo, mas que não nos fazem crescer durante a viagem.

Escolhi esta forma de trabalhar porque dá-me satisfação.

Esqueço tudo o que está à minha volta e concentro-me na tarefa que tenho em mãos. Todos deveriam a oportunidade de fazer realmente o que gostam, pelo menos uma vez, nesta passagem por este planeta.

 

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Ontem foi dia de comprar mais madeira para o meu novo projecto. Será algo para o L brincar e para se exercitar um pouco (esperemos que sem muitas nódoas negras!).

Existem muitos locais onde se pode comprar madeira, desde as grandes superfícies comerciais até às serrações propriamente ditas. E dentro das serrações, existe uma grande variedade.

Confesso que apenas compro madeira nas grandes superfícies comerciais quando preciso de tipos de madeira de baixa qualidade, ou de algo apenas para desenrascar. Depende muito do projecto que tenho em mãos. A variedade também não é muita e a forma como é armazenada deixa um pouco a desejar. A escolha é complicada porque é difícil encontrar madeira que não tenha algum tipo de empenamento.

Para este novo projecto, apesar de ser um protótipo, tinha que ter madeira de boa qualidade, porque a segurança do L é um factor primordial.

A serração oferece-me essa garantia, porque só lá é que consigo encontrar o tipo de madeira que preciso.

Neste caso, era Faia.

E, claro, é sempre bom perceber qual a origem da madeira, e se tem o carimbo FSC

 

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Após a escolha da prancha de madeira que queria levar (chama-se prancha à tábua comprida, neste caso são 2,30 metros, que é serrada do tronco da árvore), foi necessário perceber se caberia no carro…

Houve algumas dúvidas porque o carro é pequeno, mas com alguns ajustes, consegui trazê-la inteira!

madeira madeira

Ao chegar à minha oficina, é tempo de perceber como vou trabalhar a madeira.

Os esboços e as medidas já feitas ajudam muito, e foi só perceber como serrar a madeira para aproveitar ao máximo as partes que não são necessárias para este projecto.

Tento não desperdiçar nada, e os bocados que não são necessários podem vir a dar jeito para futuros projectos. Nunca se sabe.

Assim, serrei a prancha de alto a baixo, e separei o que me interessava do que não queria.

madeira

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Foram 2,30 metros a serrar manualmente, sempre a seguir uma linha previamente traçada!

De seguida, medi uma das peças que me interessava e serrei-a novamente com um corte transversal, desta vez mais curto.

Desta forma, estou a treinar e a aperfeiçoar as minhas habilidades. A minha destreza e sensibilidade aumentam e sinto uma energia revigorante que me fazem continuar e querer mais.

E gosto do exercício físico que se gera com esta actividade.

Como vês, depois de serrada com as dimensões aproximadas, fica com um aspecto tosco.

Estes cortes que se vêm são o resultado dos cortes feitos na serração, pelas serras das máquinas eléctricas.

Não é este o resultado pretendido, e por isso é necessário agora desbastar esta camada superficial.

Utilizo para isso uma plaina de desbasto rápido, que dá um aspecto ondulante.

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Plaina de desbaste rápido
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Comparação entre superfície a aplainada e a superfície tosca

Algumas pessoas até preferem que as peças de madeira fiquem apenas desta forma, porque dá uma sensação única ao toque e fica com um aspecto rústico. Não deixa de ser interessante.

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Confesso que esta é uma fase exigente, a nível físico.

Requer paciência e resistência.

Dependendo da quantidade de desbaste que é necessário fazer, sinto o coração a bater mais depressa, a bombear sangue mais rápido para todo o meu corpo.

A frequência mais acelerada da respiração indica que estou perante uma actividade física mais intensa, que desperta os meus sentidos e permite-me ao mesmo tempo praticar e treinar as minhas habilidades, aperfeiçoando-as.

Mas ainda estou a meio caminho de ter apenas esta face da peça pronta.

O próximo passo é então alisar e suavizar esta face toda, recorrendo a várias plainas e utilizando também umas peças de madeira para ir verificando o empenamento.

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Plaina de acabamento
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Face da madeira terminada de aplainar e completamente lisa

E no fim, repetir o mesmo processo para todas as outras faces…

É um jogo de paciência, mas também de conhecimento da madeira que está a ser trabalhada e da ferramenta que estou a usar.

O bom de usar plainas manuais é que a fase de do acabamento incluí muito pouco tempo a lixar a peça, porque o trabalho foi todo feito com a utilização da plaina.

Ou seja, reduzo muito o pó que circula no ar e que pode entrar nos meus pulmões.

Todas estas ferramentas manuais têm que estar bem afinadas.

Não faz sentido utilizá-las se não as soubermos afiar, e se não estiverem sempre prontas a serem utilizadas no seu potencial máximo.

É um processo contínuo, que nunca termina, e há que saber quando se deve afiar. Para isso é preciso praticar, conhecer a ferramenta.

O ar puro que respiro, sem máscaras… o som da madeira a ser serrada indica-me quando estou prestes a terminar… a sensação de que não existe mais nada que impossibilite a execução do trabalho, a não ser a minha vontade.

A utilização de ferramentas manuais possibilita-me ouvir o ambiente que me rodeia, e ser mais saudável.

Ajuda também a estar num ambiente mais sustentável e a diminuir a pegada ecológica, já que não poluo o meio ambiente com o barulho das máquinas eléctricas. A única energia utilizada é a força humana.

 

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Consigo sentir a madeira.

Com máquinas eléctricas era totalmente impossível sentir todas estas emoções.

As máquinas têm o seu lugar e deverão ser utilizadas com sabedoria, mas não deverão diminuir o prazer nem a nossa técnica de trabalhar com a madeira.

Qualquer pessoa, ao fim de pouco tempo de treino, consegue ficar apto a manobrar uma máquina eléctrica.

A utilização de ferramentas manuais também pode ser feita por qualquer pessoa, mas é necessário praticar sempre que possível.

A curva de aprendizagem poderá ser um pouco maior, mas isto porque faz-nos treinar todo o nosso corpo e treinar habilidades que não estamos habituados a utilizar.

Mas é isso que torna esta arte tão especial. Está ao alcance de todos, e faz-nos treinar muitas características que vamos usar ao longo da nossa vida.

Esta é a forma como eu trabalho a madeira, e é assim que abordo os outros aspectos da minha vida.

 

Obrigado pela tua presença

 

 

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