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Tipos de Madeira

Existem vários tipos de madeira, e vou esclarecer quais os mais comuns que podes encontrar quando vais comprar algo feito em madeira, e que provavelmente já ouviste falar.

Porque precisas de saber isto, se só te interessa realmente em comprar o objecto feito em madeira?

Por vezes existem pessoas que podem não ser totalmente honestas contigo quando estão a vender um produto.

Desta forma, ficas com este conhecimento.

Podes, inclusivé, argumentar e mostrar que também sabes realmente o que queres.

 

MADEIRA MACIÇA

tipos de madeira
Madeira maciça de Pinho

A madeira maciça é a madeira que foi serrada directamente do tronco da árvore.

Pode ter qualquer que dimensão, desde peças pequenas a peças grandes.

Após ser cortada da árvore, existe todo um processo de secagem que pode afectar a sua estabilidade.

Este processo de secagem pode ser natural ou por secagem forçada, através de uma estufa própria.

As madeiras que são secas através de um processo longo de secagem natural, têm tendência a serem mais estáveis.

Sendo madeira pura, não tem adição de fibras sintéticas ou qualquer tipo de aglomerado, e não sofre qualquer tipo de processo industrial que transforme as suas propriedades físicas e químicas.

Outros tipos de madeira, tais como MDF, contraplacado ou aglomerado, são produzidos através de compósitos de madeira.

No comércio justo, a madeira maciça é proveniente de áreas de florestação sustentável.

Significa que são áreas que foram criadas única e exclusivamente para este fim e que não são retiradas de florestas nativas.

Têm, por isso, a marca FSC.

 

Artigo relacionado: Sustentabilidade

 

A nível estético, possuem a beleza e a nobreza de um produto natural.

Na realidade, os veios, texturas, cores e aromas, ganham todos outra dimensão com a madeira maciça, oferecendo uma experiência mais interessante.

É também uma madeira mais difícil de ser riscada ou danificada, podendo ser reparados.

É mais resistente e mais pesada que outros compostos de madeira.

Pode durar uma vida (passando até por diversas gerações) sem sofrer deformações através da humidade ou da luz solar, quando são tomadas as devidas precauções.

 

Artigo relacionado: Vantagens dos brinquedos de madeira

 

Este tipo de madeira é muito utilizado, por exemplo, em partes de móveis que necessitem ter uma estrutura firme e sólida, com cortes espessos.

Exemplos disso são os pés dos móveis, pernas de cadeiras e de mesas.

A Faia é a espécie de madeira de eleição para os brinquedos e materiais pedagógicos de madeira.

 

Artigo relacionado: A melhor madeira para os bebés

 

 

CONTRAPLACADO

tipos de madeira
Contraplacado de bétula

O contraplacado é um tipo de madeira retirado directamente do toro da árvore (tronco da árvore, depois de retirada a sua casca e os seus ramos).

É retirado em folhas finas de grandes dimensões, através de processos que evitem deformações.

Estas folhas são depois coladas umas às outras através de calor e pressão com colas fortes (formando uma única chapa, numa espécie de sanduíche).

Cada folha tem o seu veio perpendicular à folha adjacente, para maior força e resistência.

Fica feita assim a chapa de contraplacado.

Numa chapa de contraplacado deverão existir um número ímpar de folhas, porque a sua simetria faz com que a chapa seja mais equilibrada e estável.

Quanto maior o número de folhas, maior a resistência do contraplacado.

Desta forma, são resistentes a deformações e tornam-se muito estáveis.

Têm também as mesmas características que a madeira em relação à elasticidade e ao peso.

No entanto, apresentam uma maior resistência e homogeneidade, o que permite o fabrico de peças de grandes dimensões.

As vantagens em relação à madeira maciça, é que é menos propensa a rachar, a encolher e a torcer (o chamado “empenamento”).

Tal como a madeira maciça, no comércio justo, deverá ser proveniente de áreas de florestação sustentável, com a marca FSC.

São produtos com uma grande amplitude de aplicações, em que os outros tipos de madeira podem não oferecer uma grande estabilidade.

Devido aos inúmeros tipos de revestimentos que podem ter, são muito utilizados na indústria do imobiliário.

 

MDF

tipos de madeira
MDF termolaminado branco

MDF (Medium Density Fiberboard), traduzido para Português, significa Fibras de Densidade Média, e é um outro derivado da madeira.

É um material uniforme, plano, denso, e bastante pesado.

Ao contrário da madeira maciça, não tem nós nem veios, o que faz com que seja muito difícil de empenar, e a sua superfície suave e lisa faz com que não se soltem lascas ou rasgos quando é trabalhado.

O MDF é fabricado através da aglutinação de fibras de madeira (serradura e aparas) com resinas sintéticas e outros aditivos.

As fibras são retiradas da madeira, e depois são cozidas a vapor a alta pressão.

Posteriormente, são ligadas com resinas e passam pelo processo de calor e prensagem, formando assim painéis rígidos, e com o tamanho desejado.

Ao apresentar maior homogeneidade que o aglomerado de partículas (falarei a seguir), tem maior estabilidade e resistência face a variações de humidade.

No entanto, no MDF que não tem qualquer tipo de tratamento (ou seja, no estado crú), é necessário ter precauções relativamente ao contacto com a água.

Se isso acontecer, pode sofrer deformações e inchar, embora hoje em dia já exista MDF resistente à humidade.

Devido à sua composição, é produzida muita poeira quando é trabalhado, o que faz com seja necessário ter cuidados redobrados na renovação do ar respirável.

Existe uma grande preocupação relativamente à utilização do formaldeído nas resinas utilizadas no fabrico do MDF.

Os riscos de saúde envolvidos são enormes, suspeitando-se que possa ser carcinogénico.

Quando está a ser trabalhado, continua a libertar uma espécie de gás (imperceptível ao olho humano), e muita poeira, que pode provocar irritações nos olhos e nos pulmões.

Existem, por isso, medidas preventivas que é necessário acautelar aquando da sua utilização: utilizar um bom sistema de aspiração, trabalhar ao ar livre se possível e com máscara, por exemplo.

É utilizado maioritariamente na indústria dos móveis, decoração, publicidade, maquetes, etc., por ser muito versátil a moldar e a trabalhar.

É um produto mais barato e um bom substituto para a madeira maciça (apenas nos exemplos referidos).

Excepto quando é necessária maior rigidez, claro.

 

 

AGLOMERADO DE MADEIRA

tipos de madeira
Aglomerado com folha de melamina branca

O aglomerado de madeira (ou aglomerado de partículas), é um outro derivado da madeira.

É também conhecido pela sigla MDP (Medium Density Particle), que em Português significa aglomerado de partículas prensados em média densidade.

A produção deste tipo de material tem evoluído significativamente desde há vários anos, apresentando hoje em dia um grande nível de qualidade.

Como consequência, tem uma baixa utilização de formaldeídos na sua composição e excelente padrão de acabamento.

O MDP pode ser produzido com partículas de madeira de cultivo florestal (principalmente de pinho e eucalipto), ou através de restos de madeiras (reciclagem).

São depois agregadas entre si com resinas ureicas, sujeitas a temperatura e pressões elevadas.

Através de prensagem, dão origem a painéis de grandes dimensões (tal como se passa com o MDF).

Não é apropriado para utilizar em lugares húmidos ou expostos à luz directa do sol

É muito utilizado na construção de móveis que tenham apenas linhas rectas já que este material não pode ser moldado.

Exemplos disso são armários, mesas, balcões, e principalmente onde há necessidade de ter bom acabamento e uniformidade.

A maior parte (se não toda) da linha de móveis que é vendida numa grande superfície bem conhecida, é feita através deste tipo de madeira.

Devido ao seu baixo custo de fabrico e bom acabamento, conseguem-se assim móveis de boa qualidade com um preço mais reduzido.

No entanto, a sua durabilidade é muito questionável.

Enquanto que as construções feitas de madeira maciça duram uma geração ou mais, as construções feitas com aglomerado duram muito menos tempo.

 

Estes são os vários tipos de madeira que existem.

Qual o melhor?

Depende do tipo de aplicação, como já verificaste.

Para brinquedos e materiais pedagógicos, por exemplo, o melhor é sempre a madeira maciça (Faia, de preferência).

Dependendo do tipo de objecto, o contraplacado também pode ser utilizado nalgumas situações.

O mais interessante disto tudo, é que todos os tipos de madeira são provenientes apenas de única fonte: a árvore.

 

Artigo relacionado: Madeira Mágica

 

Espero ter ajudado a esclarecer algumas dúvidas que possas ter.

 

Obrigado pela tua presença.

 

 

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Segurança nos Brinquedos – EN 71 e COVs

Segurança nos brinquedos??

Sim, existe, e vou falar-te dos principais perigos que deves evitar para que o teu bebé, tu e mundo sejam mais saudáveis.

Não precisas decorar as siglas, mas sim entender o que está por detrás de cada uma delas.

E, principalmente, o quanto te podem ajudar nas próximas compras que fizeres.

Vou explicar o que são e o que representam, bem como os testes de qualidade a que estão relacionadas.

Como “amigos” muito próximos das crianças, os brinquedos são muito importantes para o seu desenvolvimento físico e intelectual.

Contudo, os brinquedos que revelem algum risco de segurança, podem causar sérios danos e problemas de saúde às crianças.

Vários países da União Europeia e do mundo inteiro (EUA, China, Austrália, Canadá, Japão, Nova Zelândia, etc.) adoptaram requisitos de segurança, e têm as suas normas específicas.

A EN 71 é uma norma europeia responsável pela especificação dos requisitos de segurança para brinquedos.

Esta norma é dividida em 13 partes, sendo que cada uma delas representa um teste a uma característica única do brinquedo.

A parte que interessa aqui focar é a número 3 (doravante EN 71-3), que é responsável pela especificação da migração de certos elementos (neste caso, os metais pesados).

O que significa isto?

Os metais pesados são utilizados, de uma forma comum, nos materiais em estado bruto que se encontram presentes nos brinquedos, nos colares, nas pulseiras, etc.

À medida que se vão acumulando no corpo humano, apresentam um grande risco para a sua saúde.

A comunidade internacional validou uma série de normas de segurança para restringir e controlar o uso de metais pesados nos brinquedos.

A EN 71-3 define os limites máximos dos elementos migrados nos materiais acessíveis, ou nas partes dos brinquedos.

Exemplos de elementos migrados: arsénico, bário, cádmio, crómio, chumbo, mercúrio, estanho, cobre, níquel, entre outros.

Dizem-se “elementos migrados”, porque referem-se aos solutos (substâncias que podem ser dissolvidas) extraídos dos materiais dos brinquedos, após um contacto contínuo com o ácido gástrico.

Estes elementos encontram-se nas tintas e vernizes, por exemplo, ou noutras substâncias da mesma natureza.

Em Junho de 2018, o Comité Europeu de Normalização (CEN) publicou uma adenda a esta norma.
A mudança vital nesta adenda, é essencialmente a alteração dos limites de migração destes elementos em conformidade com a Directiva (UE) 2017/738. De acordo com esta Directiva, os novos limites já entraram em vigor em 28 de Outubro de 2018, e são muito mais restritos.

E os brinquedos que são importados da China?

Pois bem, a compatibilidade com a EN 71-3 é um requisito obrigatório quando se importam brinquedos para a União Europeia.

Muitos importadores não entendem que a compatibilidade com esta norma é mais complexa do que se possa pensar.

Muitas lojas (na internet e não só) vendem materiais pedagógicos importados da China, e podem não ter esta preocupação em mente.

Simplesmente porque não se interessam, ou por desconhecimento.

Mas é um factor que tem que se ter em atenção.

Por isso, escolhe bem os brinquedos (ou materiais pedagógicos) para o teu filho.

Mesmo que sejam só de madeira, não tenham nenhuma parte electrónica nem mecânica ou de metal, o mais provável é que sejam pintados ou envernizados.

 

Artigo relacionado: O perigo escondido das tintas

 

A tinta, o verniz ou o óleo são certificados pela EN 71-3?

Muitos fabricantes de tintas (se não a maior parte deles), publicitam que as suas tintas são amigas do ambiente (incluem muitas vezes a etiqueta “ECO” para chamar a atenção) e são próprias para pintar a mobília dos quartos das crianças, etc., mas será que esta tinta corresponde a estes requisitos?

Sempre que comprares um brinquedo ou material pedagógico, pergunta (e insiste, se não te responderem na tua primeira insistência, ou se a resposta não for satisfatória):

  • Qual a origem do mesmo, onde foi feito?
  • As tintas e os vernizes são certificados pela EN 71-3?

É muito importante, para a tua saúde e para a saúde do teu filho.

cilindro de pinça pincer grasp
O meu filho a brincar com materiais pedagógicos Montessori feitos artesanalmente por mim, com acabamento com óleo certificado pela EN 71-3

Muitos fabricantes também publicitam que os seus produtos (sejam brinquedos, materiais pedagógicos, etc.) são posteriormente tratados com tinta aquosa, óleo natural, cera natural, ou até goma-laca.

Não estou a colocar em causa que não são produtos naturais e amigos do ambiente, mas…terão as certificações exigidas? Foram sujeitos a testes de laboratório, para que seja seguro o teu bebé mexer e colocar na boca?…

Os Compostos Orgânicos Voláteis (COVs, ou VOCs em inglês), são também um dos poluentes mais perigosos.

Alguns emissores de COVs são tão perigosos que são tóxicos e podem ser considerados carcinogénicos, ou seja, que podem dar origem a um carcinoma (tumor cutâneo).

A inalação prolongada deste tipo de emissores é um dos grandes factores de risco, e torna-se um grande perigo para a saúde humana, podendo causar sérios riscos e malefícios.

Infelizmente, é muito fácil encontrar os COVs, principalmente nas nossas casas.

Mas o que são, afinal, os COVs, e onde estão presentes?

Os COVs são componentes químicos que geralmente evaporam à temperatura e pressão ambiente.

Desta forma, dão origem a partículas voláteis que são libertadas para a atmosfera sob a forma de gás.

Esta libertação acontece de uma forma muito gradual, sendo imperceptível aos nossos olhos.

São perigosos não só para o ser humano, mas também para o meio ambiente.

São bons solventes (substância que permite a dispersão de outra substância) e extremamente eficazes para dissolver tintas.

Por isso mesmo são encontrados nos meios internos de construção, onde a ventilação não é a mais eficaz.

Estão presentes nos produtos sintéticos e naturais, como sejam os vernizes e solventes de tintas.

Além disso, existem também nos produtos de limpeza, repelentes, cosméticos, pesticidas, cola, combustíveis, papéis de parede, carpetes, etc.

O problema intensifica-se quando são libertados num ambiente fechado, como por exemplo numa casa: pode fazer com que as pessoas inalem uma concentração elevada destes vapores.

Destas inalações prolongadas podem resultar sintomas menos graves, tais como:

  • irritação da garganta, do nariz e dos olhos
  • problemas de respiração

Os sintomas mais graves poderão ser mais problemáticos:

  • náuseas
  • vertigens
  • fadiga
  • problemas nos rins e no fígado

Os sintomas variam muito de um produto para outro, consoante também o tempo de exposição.

Os efeitos dos COVs são particularmente difíceis de detectar de uma forma directa, porque dependem muito das quantidades absorvidas e do tempo de exposição.

Os COVs que estão presentes nos fumos dos cigarros, nos carros e combustíveis, por exemplo, podem causar cancro.

Na atmosfera, este tipo de composto pode surgir através da queima de combustíveis fósseis (gasolina, diesel e querosene, entre outros).

Desta forma, originam a famosa neblina de poluição que já se vê nalguns países (o famoso “smog”, ou seja, nevoeiro contaminada por fumaças).

São, por isso, considerados gases com efeito de estufa, ocasionando o aumento da concentração de ozono.

Isso significa que é responsável, em parte, pelo aumento da temperatura do planeta.

Para além do aquecimento global, ou seja, o aumento da temperatura média global do planeta, os COVs podem também contribuir para a poluição da água.

Isto pode acontecer quer por contacto directo do ar, quer pela absorção das argilas e lamas através das quais a água corre.

brinquedos
“Smog”

 

Por isso, todas as espécies (animais e vegetais) são afectadas pelos poluentes como o ozono.

As tintas são também uma das grandes formas de propagação dos COVs, através dos seus solventes.

Cada vez mais os fabricantes de tintas estão a apostar nas tintas que são à base de água e não têm solventes sintéticos.

Mas isso não significa que sejam certificadas para uso em brinquedos ou materiais pedagógicos.

Por isso, tem atenção com o tipo de tinta que usas para pintar as paredes da tua casa, e que estão também presentes nos brinquedos e materiais pedagógicos do teu filho.

Apesar da emissão dos COVs ser regulada e existir um valor máximo permitido por lei, este é um factor a ter em conta.

Tenta sempre perceber qual o valor de COVs que a tinta que vais usar para pintar a tua casa tem

Ou se o brinquedo/material pedagógico foi pintado com uma tinta certificada e com o valor mínimo de COVs.

Pergunta sempre que queiras saber mais, é um direito teu.

 

O ideal será uma tinta certificada pela norma EN 71-3, que não tenha COVs, não tenha solventes, não tenha cheiros e não tenha metais pesados.

 

Esta informação fo útil para ti?

Já tinhas pensado nisto?

Se  achares relevante, por favor partilha com o maior número possível de pessoas, e deixa o teu comentário.

Gostaria de saber a tua opinião.

 

Obrigado pela tua presença.

 

 

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O perigo escondido das tintas

Tal como os óleos e os vernizes, as tintas também têm um perigo escondido e que é prejudicial para a saúde do teu filho, da tua casa, e do meio ambiente.

Infelizmente, não é do conhecimento geral, e muitas pessoas não se preocupam com a qualidade da tinta utilizada.

Neste artigo vou esclarecer quais os principais cuidados a ter na escolha de materiais de madeira que sejam pintados.

Existem muitos tipos de tintas, mas muito provavelmente as que se usam mais são as tintas acrílicas (à base de água) e as tintas a óleo (tal como nome indica, à base de óleo).

De um modo geral, o tipo de tinta escolhida tem como factor primordial a superfície que vai ser pintada: parede, chão, madeira, ferro, etc.

Normalmente, não existe interesse em perceber qual a tinta utilizada, desde que o material esteja bem pintado. Muitas vezes, isso pode acontecer devido à falta de informação.

Outras vezes porque vivemos numa sociedade de (cada vez mais) consumo rápido, e queremos as coisas feitas para ontem, não interessa como.

Mas o meio-ambiente sai prejudicado.

O meio-ambiente onde TU e a TUA família vivem, saem prejudicados.

A longo-prazo, TU e a TUA família também vão sofrer as consequências resultantes de uma má escolha feita no passado, quando a pressa era inimiga do bem-estar.

Uma das características das tintas que permite identificar se as tintas são ecológicas e se é seguro utilizá-las, são os Compostos Orgânicos Voláteis (COVs).

De uma forma resumida, os COVs são um conjunto de substâncias químicas que evaporam à temperatura e pressão ambiente, prejudiciais à saúde das pessoas e meio ambiente. Existem em repelentes, tintas, cola, combustíveis, produtos de limpea, etc. Como são libertados de uma forma lenta, e ao longo de vários anos, não é visível a olho nu. Estão associados a eczemas, alergias, etc.

Uma forma de controlar os COVs é através do seu valor, em que um valor nulo é o ideal.

Os COVs são um grande contributo para a poluição da baixa atmosfera, e o uso destes componentes ajudam ao aquecimento global.

A emissão dos COVs é legislada pela União Europeia, e o valor limite são até 100 g/L (colocar link). Este valor vem discriminado no rótulo dos produtos (tintas, vernizes), mas muitas vezes é ignorado, infelizmente.

 

Artigo relacionado: Segurança nos Brinquedos – EN 71 e COVs

Um mito que gostaria de esclarecer é em relação ao cheiro.

Diz-se que o acabamento é nocivo quando tem cheiro. Mas é preciso não confundir o cheiro com a toxicidade. O acabamento pode ter algum cheiro resultante dos produtos naturais utilizados. No entanto, desaparece com a utilização e com o passar do tempo.

Mas, se tiver as certificações recomendadas, é livre de químicos tóxicos.

Certifica-te também que os materiais de madeira que comprares deverão garantir a ausência de metais pesados (conforme a norma para brinquedos EN 71-3), com tintas certificadas para o efeito. Assim, a criança, suscetível de encostar a boca nos móveis, por exemplo, não corre nenhum perigo.

Muito resumidamente, a norma EN 71-3 é uma norma europeia que regulariza a percentagem de metais pesados (chumbo, cobre, arsénio, etc.) presentes num produto (tinta, óleo, verniz).

 

Artigo relacionado: O verniz ou o óleo são bons para o teu bebé morder?

 

Um dos casos mais fulcrais são os produtos provenientes do mercado oriental. Já referi aqui que não pretendo denegrir a imagem deste tipo de produtos que são vendidos em grandes superfícies de lojas online.

Mas se reparares bem, a qualidade dos acabamentos deixa sempre muito a desejar. Raramente é especificado qual o tipo de tinta utilizada. Muitas vezes referem apenas que é tinta aquosa. Só que isso não significa que tenha as certificações e os requisitos acima mencionados. Significa apenas que o solvente utilizado (um solvente é uma substância que dissolve outra substância) na fabricação da tinta é aquoso, ou seja, que a tinta é diluível em água.

 

A toxicidade pode continuar presente.

 

Resumindo, a tinta ideal é aquela que é totalmente livre de solventes, sem COVs e com a certificação EN71-3.

É a ideal para teres na tua casa, particularmente no quarto do teu filho, cozinha, etc. Especialmente se algum membro da tua família é mais sensível a este tipo de químicos ou sofre de asma ou tem um fundo alérgico.

Os berçários, creches e infantários também deveriam preocupar-se com este problema.

Especialmente os berçários, em que os bebés são mais sensíveis.

Muitas tintas dizem que são amigas do ambiente, ou amigas da criança. No entanto, será que cumprem com todos estes requisitos?…

Se te preocupas com a tua saúde, a saúde do teu filho e do meio-ambiente, procura saber mais informações a quem vende materiais e produtos de madeira.

Questiona sempre que puderes.

Muitos produtores e (re)vendedores não têm sequer consciência destes requisitos, por desconhecimento ou por desinteresse. Mas se todos nós começarmos a questionar e a comprar de uma forma mais consciente, a consciencialização global vai aumentar.

 

Tinhas conhecimento desta informação?

Deixa o teu comentário e partilha.

 

Obrigado pela tua presença.

 

 

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O verniz ou o óleo são bons para o teu bebé morder?

Quando vais comprar algo feito em madeira, já deves ter reparado que, na maior parte das vezes, na descrição do produto está referenciado o tipo de acabamento utilizado (óleo natural, verniz, etc.). Para o mais desatento, isto até pode passar despercebido porque pode parecer insignificante. E, afinal de contas, só queremos mesmo é que o produto esteja em excelentes condições. Mas será que o verniz ou o óleo são bons para o teu bebé morder?…

Porque é que é precisas saber esta informação?

Apenas para perceberes que, quando estás a comprar um produto feito em madeira, tem que ter o acabamento correcto, quer seja para um bebé ou para uma criança.

O tipo de acabamento não nos interessa: “Não percebo muito disso e qualquer coisa serve”, podemos pensar.

Mas será que é mesmo assim…?

Para quem não está muito por dentro do assunto, pode até existir alguma confusão quando se fala num produto que tenha sido acabado com verniz ou com óleo, o que pode provocar algum desinteresse adicional.

(“Acabar” um produto, significa dar um acabamento, ou seja, protegê-lo da melhor forma para que a sua forma natural seja preservada e dure o mais tempo possível. Essa protecção pode ser feita de várias formas, mas as mais comuns são com verniz, óleo, goma-laca ou tinta.)

 

Artigo relacionado: O perigo escondido das tintas

 

Para já, vou apenas focar-me nos acabamentos que utilizem óleo ou verniz.

 

Verniz

O verniz deixa uma película de protecção na superfície da mesma, podendo dar até uma sensação um pouco “plástica” ao produto final. Esta designação vem do facto de não ser possível sentir a textura da madeira.

Por exemplo, considera a aplicação de verniz num produto feito em madeira maciça de pinho (madeira de cor clara e macia) ou em madeira maciça de nogueira (madeira de cor escura e semi-dura).

A sensibilidade ao toque é a mesma em qualquer uma destas espécies, já que o que estamos a tocar e a sentir é o próprio verniz em si, e não a madeira.

 

O verniz ou o óleo são bons para o teu bebé morder?
Exemplo de onde como o verniz fica aplicado à superfície da madeira

 

De um modo geral, este até pode ser um pouco mais duradouro que o óleo, mas não tem uma manutenção tão fácil.

Com a utilização regular, o verniz pode desgastar-se ou danificar-se nalgum sítio. Claro que estas situações não ocorrem com muita facilidade, mas é uma preocupação a ter em conta.

Como fica à superfície da madeira, o verniz pode ser utilizado também para proteger uma peça que tenha sido pintada com uma determinada cor.

Daí que o verniz não seja o acabamento indicado para os produtos que vão ser colocados na boca dos bebés. Existe uma fase em que os bebés sentem necessidade de colocar tudo na boca.

Porque estão aflitos com o aparecimento dos primeiros dentinhos.

Ou porque, numa fase mais primordial, faz parte da forma como interagem com o mundo físico (para sentirem as formas, dimensões, texturas, etc).

Não vais querer que o teu bebé trinque o verniz, pois não…?

Exemplos de uso: Estruturas de exterior, protecção elevada contra variações de humidade, camada de protecção sobre tinta, mobiliário que implique grande stress mecânico (escadotes), etc.

 

Óleo

O óleo natural, ao contrário do verniz, penetra na madeira e impregna-a.

Além de a nutrir e proteger, também realça a sua textura e cor natural.

Desta forma, é mais fácil de reparar que o verniz.

 

O verniz ou o óleo são bons para o teu bebé morder?
Exemplo de como o óleo fica impregnado na madeira

 

Tal como o verniz, também é necessário aplicar cerca de duas camadas, sendo necessário polir bem todas as peças de madeira entre cada camada.

Alguns tipos de óleos são específicos para mobiliário, tampos de mesa, tampos de bancadas de cozinha, etc. São óleos com uma forte durabilidade, que deixam respirar a madeira e ao mesmo tempo são electroestáticos.

Ou seja, repelentes ao pó e fáceis de limpar.

Certifica-te também que o óleo utilizado é um óleo natural.

Ou seja, se é feito com produtos naturais (óleo de linhaça, óleo de casca de citrinos, argila, giz, etc.) e não com químicos. No fundo, que seja isento de qualquer químico nocivo para a nossa saúde.

O ideal é que o óleo tenha também a certificação de ser resistente à saliva e suor.

Fica clara a razão do óleo ser mais recomendado para utilizar em produtos que o teu bebé possa levar à boca e morder?

Não há o perigo do bebé trincar o óleo.

 

Aliás, vou contar-te uma história em relação ao óleo que uso…

Certo dia, apliquei-o numa peça de madeira, e estava a experimentá-lo para ver era realmente seguro.

Como é que fiz?

Simples, fiz aquilo que qualquer bebé faria: coloquei a peça de madeira na boca e trinquei-a.

Não só isso, mas lambi-a e manipulei-a até ter percebido que, realmente, era seguro 🙂

Claro que entretanto a minha mulher apareceu e perguntou com uma cara de surpresa o que eu estava a fazer…

Sabes aqueles momentos constrangedores, que têm uma explicação simples, mas não consegues logo explicar?!

 

Um mito que gostaria de esclarecer é em relação ao cheiro.

Diz-se que o acabamento é nocivo quando tem cheiro. Mas é preciso não confundir o cheiro com a toxicidade. O acabamento pode ter algum cheiro resultante dos produtos naturais utilizados. No entanto, desaparece com a utilização e com o passar do tempo.

Se tiver as certificações recomendadas, é livre de químicos tóxicos.

Resumindo, as principais diferenças são:

Verniz

Óleo Natural

  • Cria uma película protectora
  • Não existe muita sensibilidade ao toque
  • Mais recomendado num ambiente com grandes variações de humidade ou sujeito a líquidos de vários tipos de álcool
  • Pode ser utilizada como camada protectora de um produto pintado
  • Impregna a madeira
  • É possível sentir a textura da madeira
  • Realça a cor natural
  • Recomendado a utilizar em objectos que os bebés levem à boca
  • Pode ser utilizado em estruturas de interior (e alguns até de exterior)

 

 

Em relação à segurança para a saúde e meio ambiente do próprio verniz e óleo natural, o recomendado é que ambos tenham os COV´s (Compostos Orgânicos Voláteis) nulos (ou muito perto disso), e com a certificação da norma europeia de segurança para brinquedos de criança (EN 71, parte 3).

 

Artigo relacionado: Segurança nos Brinquedos – EN 71 e COVs

 

Lembra-te desta certificação e que é muito importante que esteja presente nos produtos de madeira que são vendidos, e que tenham os acabamentos indicados.

Os vernizes e óleos com estas certificações foram sujeitos a testes rigorosos num laboratório europeu, que estão relacionados (entre outras coisas) com a quantidade de materiais nocivos (chumbo, arsénio, etc.). Tudo coisas que não queremos perto dos nossos filhos nem na nossa casa.

Muitos vendedores apregoam que foi utilizado um verniz à base de água, e que isso é o suficiente.

Mas não é.

O que isso quer dizer é que o solvente (substância que dissolve outra substância) utilizado é a água, mas não quer dizer que tenha as certificações que mencionei e que é amigo do ambiente… fica atento quando leres estas informações!

Por isso, na tua próxima compra de um produto feito em madeira, pergunta.

Faz todas as perguntas que fizerem sentido para ti, para que saibas o máximo de informação possível acerca do produto que estás interessado(a) em comprar.

Nem todas as pessoas sabem responder às questões, e podem até ficar admiradas por existirem tantas interrogações na compra de um simples produto.

Mas penso que é normal quereres saber como foi feito, e qual o tipo de acabamento utilizado, não?

Afinal de contas, o teu filho agradece, e o meio ambiente também.

Exemplo disso são os produtos que podemos encontrar à venda na internet, e que provêm do mercado oriental. Não tenho nada contra este tipo de mercado, mas concerteza que já reparaste que os produtos são mais baratos, e que têm bom aspecto.

O que isso significa é que a mão-de-obra é mais barata, e a madeira e os acabamentos não são os ideais e não se adequam aos teus requisitos.

Faz sentido comprares um produto de qualidade inferior, poupando algum dinheiro, mas a saber que estás a prejudicar o meio ambiente e a colocar em risco a saúde do teu filho?

Agora, vou contar-te um segredo…

O segredo de um bom acabamento está directamente relacionado com a qualidade do produto final (antes de ser aplicado o acabamento), e com o tempo despendido no próprio acabamento.

Que quer isto dizer?

Quer dizer que o produto, antes de ser acabado, tem que ter todas as faces de todas as peças suaves ao toque. Se esta fase for cuidadosamente feita, é um bom indicador para que não existam surpresas desagradáveis na aplicação do próprio acabamento (o que poderia atrasar ainda mais este processo).

E também para que a sua aplicação resulte num produto com uma elevada qualidade.

A aplicação do acabamento em si, tem que exigir alguma destreza e perícia extra, pois requer também a utilização de ferramentas próprias.

Além disso, é sempre necessário aplicar, pelo menos, duas camadas, para que a sua aplicação fique bem feita.

Por vezes pode até ser necessário lixar as peças todas entre as aplicações de cada camada. A juntar a isto, há que esperar que a primeira camada seque totalmente, para que seja possível dar uma nova camada.

Vendo bem, o tempo despendido nestas fases, pode muito bem ser o mesmo tempo que foi utilizado para produzir o próprio produto! (dependendo do tipo de produto que se esteja a fazer, claro).

É necessário ser exigente e rigoroso com a qualidade final do mesmo.

Não só por uma questão de ética e bom senso, mas porque são bebés e crianças que vão mexer nestes materiais. Todo o cuidado é pouco.

 

Espero que esta informação tenha sido útil para ti, e que tenha ficado clara a diferença entre verniz e óleo, e qual o melhor para o teu bebé morder sem problemas.

Já alguma vez tinhas pensado nisto? Já te tinhas apercebido deste perigo escondido?

Deixa o teu comentário.

Por favor, partilha esta mensagem para que chegue ao maior número de pessoas possíveis. Muitas pessoas não têm conhecimento desta informação, porque a indústria assim não o quer.

Afinal de contas, não sabemos o que não sabemos, certo?…

 

Obrigado pela tua presença.

 

 

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Férias Grandes

Férias!

Sabem sempre bem, não é verdade?

Agosto é, por excelência, o mês tradicional de férias! O verão é a época do ano em que o calor aparece, os dias ficam maiores, e sabe bem esquecermo-nos da rotina diária que nos é “imposta” pela sociedade durante o ano inteiro.

No entanto, para quem tem filhos, esta também é a época em que é necessário organizar bem como eles vão passar estes (longos) dias de descanso.

Para eles, são as denominadas “férias grandes”.

O que fazer com as crianças durante este tempo todo…?

Os pais têm que trabalhar e não conseguem ficar em casa tanto tempo.

A solução?

Existem várias, algumas bem dispendiosas, infelizmente, para a maior parte das carteiras.

Quem tem a sorte de ter os avós ou outros familiares por perto, é uma bênção deixá-los aos seus cuidados, até porque as crianças aprendem muito com os mais crescidos.

Ao acompanharem-nos no seu dia-a-dia, reparam como agradecemos ao senhor do talho, como deixamos passar alguém na fila do supermercado, como cumprimentamos alguém.

Aprendem também como contar e gerir o dinheiro, ao pagarmos as compras que fazemos. Aprendem muito, quer a nível social, quer a nível financeiro.

Nalgumas sociedades, as crianças são educadas por várias pessoas dentro da sua comunidade, e não exclusivamente pelos pais.

Como diz um provérbio africano, “É preciso toda uma aldeia para educar uma criança”.

Por vezes, parecemos que somos estranhos a partilhar a mesma casa onde se come e dorme, porque cada um tem o seu ritmo e horário.

Durante o ano escolar, os pais passam muito pouco tempo com os filhos, porque têm que sair cedo para o trabalho e levá-los para a escola.

Ao final do dia, saem tarde do trabalho, e muitas vezes só têm tempo para perguntar como correu o dia, dar-lhes banho, comida e xixi-cama, como se costuma dizer.

As férias podem servir precisamente para estreitar os laços familiares, conhecermo-nos melhor; viajar em família (as crianças aprendem imenso nas viagens), fazer actividades lúdicas, brincar.

 

Artigo relacionado: A minha Busy Board

 

Cartas e jogos de tabuleiro são bem-vindos.

Mas nesta altura do ano, os pais, sentem quase como se fosse uma pressão, uma necessidade, de preencher os dias com actividades que duram o dia inteiro.

Por um lado, querem que os filhos cresçam rapidamente e que aprendam o máximo possível num curto espaço de tempo.

Por outro lado, muitas vezes não têm com quem deixá-los e veem-se “obrigados” a inscrevê-los em inúmeras actividades.

Aparecem então os ATL, as colónias de férias, as actividades das juntas de freguesia, etc. São opções muito bem-vindas, quando não existem alternativas, mas nem todas as pessoas têm a capacidade financeira para inscrever os filhos em tantos sítios.

A sociedade actual está construída para que o dinheiro que seja ganho ao longo do ano, seja rapidamente gasto em épocas como as férias e o natal.

Trabalhamos a vida toda para alimentar o sonho de outra pessoa (o nosso patrão), e esquecemo-nos de viver a nossa vida, de alimentar e trabalhar para os nossos sonhos.

Os horários de trabalho são os impostos pelo mercado de trabalho, que não se coadunam com os horários escolares.

Onde está a possibilidade de trabalhar a partir de casa para acompanhar o crescimento dos nossos filhos?

Onde está a possibilidade da redução do horário de trabalho?

Em alguns países, esta já é uma realidade.

 

Férias Grandes

 

E o que é isto das “férias grandes”?

 

Já alguma vez pensaste por que razão as “férias grandes” são como são?

Será que os nossos petizes estão tão cansados dos estudos do ano inteiro, que necessitem de tantos dias de férias?

E de ficar, de uma vez só, tantas semanas (ou meses) fora do ambiente escolar?

No meu tempo penso que seriam uns 2 meses e meio, agora já nem sei….

A resposta pode ser mais banal do que tu pensas…

Segundo o livro “Escola Sem Sala de Aula” (de Ricardo Semler, Gilberto Dimenstein e Antonio Carlos Gomes da Costa, Papirus Editora), esta questão vem de há muito tempo atrás.

Antigamente, uma elevada percentagem da população era rural.

Muitas pessoas ainda trabalhavam no campo e faziam disso o seu modo de vida. Há cerca de 200 anos atrás, aquando da criação do espaço escolar como o conhecemos hoje (século XIX), era necessário que as crianças regressassem a casa para ajudar as famílias no campo, a fazer a colheita.

E a colheita durava entre 2-3 meses, naquela altura…

Hoje em dia, em pleno século XXI, não se justifica a estrutura escolar existente. Os tempos mudaram, mas não existiu um processo que acompanhasse esta transição.

Muitas coisas que existem hoje, já não fazem sentido. Está em marcha uma restruturação, diria mesmo uma revolução do actual sistema de ensino público.

Existem cada vez mais pessoas insatisfeitas com este panorama, e é impossível continuar desta forma. São passos pequenos que estão a ser dados, mas que no seu todo vão ajudar a realinhar a estrutura do ensino.

 

Artigo relacionado: A Escola Ideal

 

É necessário, também, que as empresas onde trabalhamos percebam que a mudança tem que acontecer.

Não é fácil, há muitos “monstros” e crenças antigas por derrubar, mas temos que começar por algum lado.

O que representam para ti as férias?

Que recordações tens das tuas férias de infância?

Deixa o teu comentário, e partilha, se fizer sentido para ti.

 

Obrigado pela tua presença.

 

 

 

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Vantagens dos brinquedos de madeira

Nunca é demais relembrar as vantagens dos brinquedos de madeira em relação aos de plástico.

Sabias que os de madeira podem durar várias gerações??

NOTA: Para simplificar, vou utilizar sempre o termo “brinquedo”, embora não seja a mesma coisa que material pedagógico.

 

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Quando entras numa loja que vende brinquedos de plástico, não te sentiste já um pouco assoberbado com a quantidade de cores brilhantes  e ofuscantes que eles têm?

Já reparaste bem numa festa de aniversário, que muitos dos brinquedos que são oferecidos (ou com os quais as crianças brincam), são feitos de plástico, têm cores fortes e produzem sons muito altos?

A criança, na maior parte das vezes, é um mero espectador, e o brinquedo faz tudo sozinho.

Sabemos bem que a intenção é chamar a atenção das crianças o melhor possível: quanto mais cores e mais barulho fizer, melhor.

Mas será que é mesmo assim?…

A maior parte dos jovens pais de hoje em dia, pode não conhecer outra realidade que não seja o tradicional brinquedo de plástico.

Numa sociedade orientada para o consumismo rápido e sem qualidade, podem pensar que os brinquedos de madeira são coisa do antigamente.

Mas veem-se cada vez mais brinquedos de madeira. Poderá até ser um pouco mais difícil encontrá-los, mas não quer dizer que sejam necessariamente mais caros que os de plástico.

O custo tem que ser avaliado pela duração do próprio brinquedo.

Será que compensa gastar menos dinheiro por algo de plástico e que me dure menos tempo, do que gastar um pouco mais em algo feito de madeira?

E que, desta forma, seja mais sólido, e que tenha sido construído para durar muito mais tempo?

 

Repara no exemplo bem simples deste brinquedo educativo: os Discos Interligados.

discos interligados interlocking discs
Discos interligados (feito em plástico/borracha/silicone na imagem de cima, feito em madeira maciça Faia na imagem de baixo)

A versão de plástico/borracha/silicone tem cores muito fortes e brilhantes, diria até, fluorescentes,

A versão de madeira apresenta apenas a cor natural da madeira.

Desta forma, esta última consegue transmitir uma sensação da calma, harmonia e bem-estar, algo essencial para o bebé se sentir bem.

O brinquedo torna-se então um meio para o bebé se expressar nas mais variadas formas, e não no centro das atenções, como na versão de plástico (ou de borracha ou de silicone).

Penso que, só de olhar, é imediata a percepção das vantagens dos brinquedos de madeira.

 

Este brinquedo, em madeira maciça Faia, foi feito artesanalmente por mim.

Foi usado exaustivamente (levado à boca e mordido vezes sem conta) pela única pessoa em quem eu confio e que também faz parte do meu staff pessoal.

É também o responsável pelo exigente controlo de qualidade: o meu filho!

 

Existem também outros factores a ter em conta.

Tradicionalmente, estas são as principais vantagens dos brinquedos de madeira:

  • São compostos por matéria-prima nobre, ecológica

A madeira é uma matéria-prima nobre, natural, ecológica e livre de toxinas.

Assim, não polui o meio-ambiente como o plástico, que é um produto derivado do petróleo.

 

  • Proporcionam um toque suave e caloroso que as crianças adoram

Sendo um material natural, a madeira proporciona um toque suave (se tiver um bom acabamento) e torna-se visualmente atraente, por causa da sua própria textura e cor.

 

  • Não são descartáveis e duram muito mais tempo

Ao ser construído por um artesão/marceneiro, e a pensar na criança que o vai usar, o brinquedo de madeira é mais robusto e resistente a quedas, pisadelas, etc.,

É muito mais difícil alguma peça soltar-se ou partir-se em pedaços pequenos se for atirado ao chão.

Cá em casa até é ao contrário, já existem amolgadelas no chão de madeira!…

Por esta razão, pode ser passado entre várias gerações (se for bem estimado).

Já pensaste na alegria de um avô ou pai entregar um brinquedo de madeira ao bebé, que foi utilizado por ele?

A madeira utilizada também terá que ser a mais indicada para o brinquedo em si.

 

Artigo relacionado: A melhor madeira para os bebés

 

  • Podem ser pintados com uma cor harmoniosa, ou então deixados na cor natural da madeira

Mesmo quando a madeira não é pintada, torna-se apelativa ao toque e visualmente atraente, como já foi referido.

No entanto, há que ter cuidado com o tipo de acabamento utilizado (tintas, vernizes e óleos). Deverá ser sempre atóxico e livre de materiais pesados, que são perigosos para a nossa saúde.

 

  • Produzem sons naturais e apelam à imaginação

Como não possui nenhuma tecla luminosa – que ao pressionar dá origem a um som altíssimo e irritante – apela mais à imaginação e à concentração.

Desta forma, incentiva a que seja a criança a tomar a iniciativa de brincar, ao invés de carregar num botão e ficar a ver o brinquedo de plástico a… brincar sozinho!

Quanto mais simples, mais promove a criatividade.

 

Um brinquedo deverá ser usado pela criança para estimulá-la e puxar pela sua imaginação. Os brinquedos de plástico são muito conhecidos por terem cores berrantes, luzes e sons estridentes, com botões que fazem tudo sozinhos.

Nunca é demais referir que um cuidado extra a ter é no próprio acabamento do brinquedo. Alguns brinquedos podem ter um óptimo aspecto, mas pode ter havido descuramento na tinta utilizada e pode ter alguma toxicidade, especialmente a nível de metais pesados.

É necessário garantir que é utilizada tinta não-tóxica, amiga da criança. Ainda que seja um pouco mais caro, assegura-te que é de boa qualidade e não tóxico.

A tua criança agradece e o meio-ambiente também..

 

Artigo relacionado: Segurança nos Brinquedos – EN 71 e COVs

 

Agora, não podemos também cair em extremos.

Por vezes há sempre um ou outro brinquedo de plástico que é útil nas brincadeiras.

Cá em casa também existem alguns brinquedos de plástico (muito poucos, diria eu… acho que só 1!).

Foram ofertas de familiares, embora já lhes tenhamos feito uma “lavagem cerebral” acerca deste assunto – e outros -, mesmo antes do nosso filho nascer.

Mas tentamos sempre que haja o mínimo dos mínimos, porque… plástico é plástico!

 

Por favor deixa o teu comentário se sentires que tens algo a dizer, gostaria de saber a tua opinião.

E partilha, se fizer sentido para ti dar a conhecer este assunto a outros pais (avós, tios, etc.)  interessados.

 

Obrigado pela tua presença.

 

 

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