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Sustentabilidade

O que é isto da sustentabilidade?

A sustentabilidade é um conjunto de acções que são tomadas de forma a garantir as nossas necessidades actuais, sem comprometer as necessidades das gerações futuras.

Está directamente relacionada com o desenvolvimento económico e material, sem prejudicar o meio ambiente, através da gestão inteligente dos recursos naturais, para que se mantenham no futuro.

Alguns exemplos relacionados com a sustentabilidade:

  • Exploração dos recursos florestais de uma forma controlada, garantindo a replantação sempre que for necessário
  • Produção e consumo de alimentos orgânicos
  • Exploração dos recursos minerais (petróleo, carvão, etc.) de uma forma racionalizada e planeada
  • Utilização de fontes de energias limpas e renováveis (eólica, geotérmica e hidráulica), diminuindo assim o consumo dos combustíveis fósseis
  • Reciclagem de resíduos sólidos

 

Como já reparaste, existem muitas formas de ser sustentável, mas irei focar-me mais na florestação sustentável, e quais os seus impactos.

Na semana passada fui a uma conferência de sustentabilidade, organizada pelo FSC (Forest Stewardship Council).

O FSC é uma organização sem fins lucrativos, de âmbito internacional, dedicada à promoção de uma gestão ambientalmente adequada, socialmente benéfica e economicamente viável das florestas no mundo inteiro.

Através de um sistema de certificação florestal, garante-se que os produtos florestais são provenientes de florestas geridas de forma responsável.

Desta forma, satisfazem-se os direitos ecológicos, económicos, e as necessidades da presente geração, sem comprometer as gerações futuras.

A certificação da gestão florestal responsável torna possível que empresas e consumidores façam escolhas esclarecidas sobre os produtos florestais que compram.

Contribui, assim, para uma mudança positiva através do poder da dinâmica de mercado.

O uso consciente de recursos naturais é essencial para a conservação das florestas.

A certificação da gestão florestal assegura que os produtos são provenientes de florestas, e outras origens, bem geridas (por exemplo, material reciclado).

As florestas são vitais para as nossas vidas, e sabias que cobrem cerca de 30% da área terrestre mundial?

É também o habitat de muitas espécies de animais e plantas, e uma fonte de riqueza, produzindo madeira, resina, cortiça, frutos, óleos essenciais, etc.

Além disso, protegem o solo da erosão, regulam a qualidade da água, criam postos de trabalho e melhoram a qualidade de vida.

Também são utilizadas como espaço de lazer e contacto com natureza.

 

Artigo relacionado: Madeira Mágica

 

Quando adquirires algo feito em madeira, procura saber se foi feito com madeira de florestação sustentável, como garantia de uma melhor gestão florestal e uso responsável dos seus recursos.

Infelizmente, só se consegue fazer a gestão quando é rentável, o que nem sempre é possível.

 

Sustentabilidade
À entrada para a conferência

 

Foi interessante verificar que, à medida que existe mais degradação nalguns troços das florestas, existem espécies de peixes nativos que vão desaparecendo.

Desta forma, vão dando lugar ao aparecimento de outras espécies não nativas (exóticas).

Já pensaste bem no impacto que pode ter?…

As boas práticas florestais contribuem para a boa prática dos ecossistemas aquáticos, que é controlada através da certificação.

Por exemplo, hoje em dia ainda existem muito poucas gráficas que utilizam papel certificado, o que é de lamentar.

Ao escolhermos produtos certificados, estamos a contribuir para ajudarmos a cuidar das nossas florestas.

Quando se ouve falar em desflorestação, a primeira coisa em que podemos pensar é que não vamos consumir mais madeira.

Mas podemos e devemos continuar a comprar produtos florestais, precisamos apenas de garantir a sua origem.

Um factor curioso é que, se pararmos de consumir produtos florestais, as florestas podem acabar.

Parece contraditório, mas, se isso acontecer, essas mesmas áreas serão substituídas por outros usos, ou ficarão ao abandono.

Sabias também que em comparação com outros materiais de construção tradicionais, a madeira requer muito menos energia para ser produzida?

A certificação florestal também ajuda a planear o ordenamento florestal, garantindo a diversificação de várias espécies de árvores, diminuindo o risco de incêndios.

O importante é saber a origem dos produtos florestais que consomes.

A nossa responsabilidade é escolher produtos provenientes de florestas geridas de forma responsável.

Contribuímos assim para a salvaguarda da biodiversidade e dos direitos das comunidades que vivem na floresta.

Cada um de nós é responsável por cuidar da nossa floresta.

Vamos cuidar do nosso planeta?

Tens a consciência de comprar produtos com certificação?

 

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Porque sou um amador

Porque sou um amador, muitas vezes deixo-me levar pelo meu entusiasmo e paixão a fazer coisas que pensava não conseguir fazer. Daí a sair da minha zona de conforto e a ultrapassar os meus limites é um pequeno passo.

Será que a diferença entre ser amador e profissional é bem entendida?

Um profissional é melhor que um amador?

A palavra amador pode ter uma conotação depreciativa e pode induzir em erro.

Do dicionário, a palavra amador é:

  1. aquele que ama
  2. aquele que exerce alguma atividade sem interesse pecuniário
  3. aquele que se dedica apenas por vontade ou curiosidade, não por profissão

Infelizmente também pode indicar alguém que é inexperiente naquilo que faz. Contudo, não é nesse sentido que me refiro.

Quantas vezes cheguei a um ponto na minha vida em que disse para mim próprio que não conseguia fazer isto, ou que pensava não conseguir fazer aquilo?

E de repente, dei comigo próprio a fazê-las.

As minhas condições de trabalho podem não ser as ideais, mas não é isso que me impede de alcançar a minha visão.

Muitas vezes fiz o que considerava impossível. Simplesmente porque não sabia que não o conseguia fazer.

O mesmo acontece com todas as pessoas que são amadoras naquilo que gostam de fazer.

Transmitem energia e contagiam as pessoas à sua volta com o seu entusiasmo.

São obrigadas a saber mais da área que amam, e permitem-se evoluir com o objectivo de progredirem um pouco mais e fazerem ainda melhor aquilo que já fazem bem.

A minha paixão por saber mais e fazer trabalhos em madeira cresce dia após dia, e sinto falta quando estou algum tempo parado.

 

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Claro que com a paixão, mais tarde pode surgir a oportunidade de fazer disso um modo de vida. A qualidade dos trabalhos transparece em cada esforço feito na sua execução, e isso chama a atenção.

Amador é aquela pessoa que chega a casa depois de um dia cansativo de trabalho e ainda fica a trabalhar na sua verdadeira paixão durante a noite.

Amador é aquela pessoa que encontra sempre um pouco de tempo onde a maior parte das pessoas pensa não existir, para fazer aquilo que realmente gosta.

Amador é aquela pessoa persistente e resiliente, que sabe que por detrás de um fracasso, logo a seguir vem um sucesso.

A maior parte dos trabalhos amadores em nada fica a dever ao trabalho dos profissionais da área, no que diz respeito à criatividade ou ao aspecto estético, por exemplo.

A palavra amador pode remeter para alguém que faz algo como passatempo, e não alguém que domina o que faz.

Está muito longe da realidade, e muito longe do que qualquer pessoa pode alcançar com algumas horas de prática contínua.

Quando decides que queres fazer algo, ou ser a pessoa que faz algo, já te tornaste nessa mesma pessoa.

Claro que no início, nem todos têm o talento necessário, se é que essa palavra interessa.

O talento alcança-se com a prática contínua, derivada da paixão por fazer o que se quer fazer.

Ter ou não talento a fazer algo, não significa nada.

Agora, ser uma pessoa talentosa, é diferente. É para esse fim que trabalhamos.

Muitas vezes, nem precisamos de um papel que explique o que somos e o que fazemos.

E que muito menos nos identifique.

Quando o nosso trabalho fala por nós e fazemos o que gostamos, ter um canudo não significa nada.

amador
A aperfeiçoar uma estrela feita de madeira maciça de Mogno e de Bétula

A maior parte das pessoas estuda durante muitos anos, para tirarem cursos universitários.

E depois? Depois esperam encontrar um trabalho onde se sintam realizados.

Muitos encontram-se desapontados na procura pessoal pelo seu desenvolvimento, crescimento e maturidade.

Não se conseguem encontrar.

É esse tipo de pessoas que percebem que não estão a fazer aquilo que realmente gostam.

São esses amadores que lutam pela sua arte e pelos seus sonhos.

Num grupo de amadores, já reparaste que não existe concorrência, tal como pode existir num grupo de profissionais?

Os amadores fazem o que mais gostam, quer sejam pagos ou não.

Não vivem para vender o seu trabalho, e é isso que lhes permite estar numa consciência mais elevada do que muitos profissionais.

Fazem parte de um grupo inclusivo.

Raramente é um grupo competitivo e pretensioso, onde as pessoas fazem de tudo para se poderem destacar.

Os amadores amam a sua arte, nada os faz parar e perseguem os seus sonhos às suas próprias custas.

Os amadores são como esponjas, absorvendo o máximo que podem de várias fontes, filtrando depois o que melhor valorizam dessa informação.

O objectivo principal dos amadores não é receber dinheiro da sua arte, porque de facto eles amam o que fazem. Sobretudo, sentem-se humildes ao aprender sempre um pouco mais. Desta forma, sabem que se estão a tornar numa versão melhor do que são no momento presente.

A verdadeira arte está em continuar a ser amador quando o teu trabalho é exemplar e começa a ser notado, e as pessoas estão dispostas a pagar para lhes fazeres algo.

Para isso, é necessário ser verdadeiramente humilde.

Todos deveriam criar a oportunidade de serem amadores e seguirem a sua paixão.

De certeza que haveriam pessoas mais felizes.

És amador nalguma arte?

O que gostarias realmente de fazer?

 

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Nota: Algumas passagens foram adaptadas do blog de Paul Sellers.

A minha Busy Board

Já há algum tempo que o meu filho tem vindo a demonstrar que necessita de outro tipo de estímulos e que gosta de trabalhar a fazer outras actividades. O primeiro pensamento que me ocorreu foi: “Chegou a hora dele ter uma busy board!”.

Em Montessori, trabalhar é o nome que se dá a brincar.

Diz-se que a criança está a trabalhar quando está brincar, porque está a exercitar o cérebro, as capacidades emocionais, sociais, psicomotoras, etc.

Tal como todos os bebés, o meu filho sempre gostou muito de mexer nos interruptores das luzes, de abrir as portas dos armários da casa toda, de ser ele a meter a chave na fechadura da porta da rua, e por aí fora.

Penso que já percebeste onde quero chegar.

Muito provavelmente identificas-te ou identificas alguém que está a passar esta maravilhosa fase da descoberta.

Enfim, é todo um mundo novo para eles, e faz todo o sentido que o explore.

A busy board (ou painel sensorial) é um quadro que tem várias actividades para a criança explorar.

Desta forma, ajudam-na a trabalhar em várias vertentes (já mencionadas acima), inclusive a motricidade fina.

Antes de iniciar este projecto, pesquisei muito.

Inteirei-me melhor sobre o que era uma busy board, quais as suas possibilidades e quais os diferentes tipos que existem.

Reparei que existem muitos, mas mesmo muitos tipos diferentes.

Cada qual tem um conjunto de actividades diferentes, e é quase impossível encontrar duas busy boards iguais.

Até porque simplesmente o conjunto de actividades a representar é tão vasto, que seria impossível agregar tudo numa só.

Ficaria enorme, já para não dizer muito confusa.

A juntar a tudo isto, existe também uma grande variedade de cores.

Muitas delas são tão fortes que retiram a atenção da actividade em si, e centram-na no objecto.

Não era esse o caminho que queria seguir, e penso que (infelizmente) a vertente comercial tem um papel predominante a desempenhar neste tipo de busy boards

Decidi então que teria que ter muitas fechaduras, das mais diversas variedades.

E interruptores, se possível que acendam mesmo uma luz, para se ter a percepção da causa-efeito.

Fui então às compras (algumas coisas encontrei localmente, outras tive que encomendar pela internet).

Depois foi uma questão de fazer um esboço que como iria dispor os vários elementos, consoante as medidas que iriam ter e o espaço que iriam ocupar.

 

Artigo relacionado: Um Novo Projecto

 

Claro, foram necessárias várias tentativas antes de acertar, mas afinal de contas, os protótipos servem para isso mesmo: para vermos se a nossa ideia funciona realmente!

Queria também dar uma funcionalidade extra às portas, além do simples gesto de as abrir e fechar.

Claro que os bebés ficam entusiasmados apenas com o simples facto de abrir uma fechadura e a porta (e repetem vezes sem conta até aperfeiçoarem o gesto).

Mas não seria muito melhor se por detrás de uma porta, estivesse uma fotografia ou  um desenho, em vez de um simples buraco, por exemplo…?

Seria um estímulo diferente, e até recompensador.

Daí que tive a ideia de fazer as portas com as dimensões adequadas para colocar lá dentro fotografias de 10x15cm, se assim o quisesse.

Podem-se colocar lá as nossas fotografias ou as dos nossos familiares.

Ou então desenhos de animais.

E que tal contar uma pequena história através das diferentes portas?

Ou brincar ao jogo da memória, e lembrarmo-nos onde está uma fotografia ou o desenho específico?

Ou contar até 7?

Ou mostrar as primeiras 7 letras do abecedário?

A imaginação não tem limites, e neste caso, é só dar asas à imaginação.

busy board
Fotografias de animais

Claro, também não quis que todas as portas fossem iguais e que abrissem sempre para o mesmo lado.

Por isso, existem portas a abrirem em todas as direcções.

Outra questão que surgiu foi como iria colocar as dobradiças nas portas… vi as várias formas possíveis, e optei pela mais difícil e trabalhosa (porque o espaço para trabalhar é muito limitado, dado que as portas são pequenas) e que, no fundo, é como são colocadas em qualquer porta normal.

E esteticamente fica bem mais apelativo do que ter as dobradiças presas pelo lado de fora.

Os bebés têm um sentido apurado para apreciar arte e percebem o que é bonito ou feio.

Optei também por colocar interruptores com as 3 cores primárias, para ele começar também a identificá-las, e um outro que sobe e desce.

Agora um pequeno aparte… confesso que ele não liga muito a este último, e se calhar até estava a pensar um pouco em mim, porque fez-me lembrar os interruptores dos cockpits dos aviões e helicópteros…

Sim, a construção desta busy board fez viajar-me um pouco no tempo e voltei à minha infância!

E de vez em quando sabe bem imaginar que levantamos voo e ligamos o turbo…

A rodinha preta, claro, tinha que fazer parte, porque sabia de antemão que ele iria gostar de mexer e de a ver rodar.

E a aposta foi ganha, porque todos os dias é colocada a rodar…

E como ele gosta de acender e apagar as luzes cá de casa, coloquei também um interruptor normal para que ele pudesse treinar.

Mas sentia que faltava algo, um interruptor verdadeiro, onde ele pudesse realmente acender e apagar uma luz.

Optei então por um que não tivesse a luz muito forte e que desse para controlar a intensidade.

Busy board
Interruptor de luz variável

Claro, escusado será dizer que adora brincar com este também.

E o labirinto sem saída, que está em baixo? É um desafio que optei por fazer, e que até a mim me apetece brincar.

As roldanas permitem-lhe também puxar as cordas para cima e para baixo, e com as fitas de várias cores consegue ter uma percepção melhor do movimento que faz.

Além do extra que é ver as fitas a andarem.

O cadeado preto…. confesso que vai ser um desafio enorme, até porque por vezes nem mesmo nós, adultos, acertamos bem na combinação.

Mas faz também com que esta busy board tenha um tempo de vida bastante longo.

Além de que, pode-se usar este tipo de cadeado para prender as correntes, ou prender a fechadura de outra porta, por exemplo.

Em relação à estrutura em si, tive que colocar um painel traseiro para proteger não só as pequeninas mãos de irem mexer onde não devem (podendo aleijar-se), mas também as zonas onde esta busy board pode encostar (paredes, móveis, etc.).

Cá em casa, costumamos encostar a um sofá ou a um móvel.

É possível também colocar uns suportes traseiros (na parte superior) para não oscilar quando se encosta nalguma superfície vertical desnivelada (uma parede em que existe a margem do rodapé, etc.).

busy board
Busy board junto a uma parede, suportada pelos apoios traseiros (aqui vê-se que o chão está um pouco inclinado…)

Podia optar por deixá-la encostada a uma superfície sem nenhum apoio, mas os bebés são pequenos exploradores natos, e muito facilmente poderia cair-lhe em cima, ferindo-o seriamente.

Para se manter em pé sozinha, fiz uns pés de forma a sustentar toda a estrutura. Deixei também um espaço para que seja possível colocar uns pés traseiros, não vá ser necessário colocá-la nalgum sítio onde não seja possível encostá-la

Desta forma, aguenta-se sozinha.

Decidi moldá-los e dar um pequeno toque de arte, para que não sejam apenas paralelepípedos em modo bruto e sem graça.

E assim também não perdem a sua funcionalidade.

busy board
Pés elegantes

Claro que todas estas precauções não invalidam que esteja um adulto por perto a supervisionar… afinal, os bebés conseguem testar os brinquedos ao limite.

Confesso que as protecções laterais não fizeram parte do plano inicial, mas foram colocadas por sugestão (e bem) da minha mulher.

Mais uma vez, os protótipos servem para isso mesmo, para alterar o projecto à medida que se vai realizando.

E as mulheres têm sempre boas ideias.

Sempre é um resguardo extra e é menos uma zona passível de ser explorada.

Tive que colocar também uma pega, porque trata-se de um objecto com dimensões grandes e já algo pesado no seu todo, e assim fica mais portátil e fácil de manusear.

Quando chegou a casa, dissemos ao L que tinha uma surpresa à espera na sala.

Todo contente, lá foi ele ver o que era… e claro, a sua cara iluminou-se de alegria assim que a viu!

Nem sabia bem o que fazer, tal não era a quantidade de coisas novas para mexer e fazer!

Ficou, sem exagero, 20 minutos a brincar com a surpresa (como ele a baptizou)!

20 MINUTOS!

20 minutos num bebé significam umas 2 horas!

Impressionante ter-se mantido focado tanto tempo!

Claro que cada bebé tem os seus objectos preferidos, e o do L é a rodinha preta, que farta-se de rodar e nunca se cansa.

Também fiz esta busy board tendo em conta os requisitos do meu cliente.

E claro, para isso é importante seres um pai consciente, estares presente e conheceres o teu filho.

 

Artigo relacionado: A importância de ser um pai Presente

busy board
Surpresa! Aqui está um cão escondido

“O L gosta da surpresa”, repetiu vezes sem conta enquanto brincava.

E claro, encheu-me o coração ouvir estas palavras e vê-lo a brincar com algo que eu fiz, fruto das minhas próprias mãos, utilizando apenas ferramentas manuais.

 

Obrigado pela tua presença.

 

 

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Fraldas, Babywearing, e outras coisas mais

Mesmo antes do nosso filho nascer, decidimos que não seríamos uns pais “normais”. Com isto, quero dizer que procuraríamos saber o maior número de informações possíveis para dar-lhe o melhor conforto, quando ele chegasse. Mesmo que isso implicasse tomar atitudes que saíssem um pouco fora do comum, incluíndo usar fraldas reutilizáveis.

Iríamos dar o melhor para o nosso filho.

Uma das primeiras medidas foi que ele dormiria no nosso quarto, num berço, durante muito tempo.

E que teria que haver uma lateral do berço sem protecção, porque não gostamos dos berços com grade a toda a volta.

Por várias razões:

  • Parece que o bebé está numa jaula
  • Retira-lhe liberdade e autonomia
  • Como ele mama, torna-se muito complicado dar de mamar nestas condições, porque cada vez que ele acordasse seria necessário a mãe levantar-se da cama, levantá-lo e retirá-lo do berço. A logística seria muito complicada

Começámos com um berço cuja lateral retirava-se e assim acoplava-se à cama. Era o ideal, já que quando ele acorda de noite com fome, ninguém se precisa levantar. Está à distância de um braço (por vezes nem tanto) e torna-se assim muito mais fácil acalmá-lo. Assunto resolvido!

O problema foi quando ele começou a crescer, a ganhar peso, e o berço deixou de servir, por razões de segurança.

Procurámos por um berço maior com as mesmas características, mas simplesmente não encontrámos, ou eram muito caros.

Resolvemos então improvisar.

Deram-nos um berço normalíssimo, daqueles em madeira, com grades a toda a volta. Mas como uma das laterais sobe e desce, improvisámos e retirámo-la, ficando assim um berço apenas com uma lateral. Acoplámo-lo ao estrado da nossa cama com umas fitas do berço antigo, para que não deslize, e voilá! Ficámos com um berço em boas condições e que irá servir durante muito tempo.

Ajuda-nos em todos os sentidos e evita choros desnecessários, porque:

  • Ele sente-se mais seguro porque está mesmo ao pé dos pais
  • É mais fácil ajudá-lo
  • Se está com fome, não é necessário a mãe levantar-se
  • Ajuda-o a ter mais autonomia, porque pode sair do berço para a nossa cama, e daí para o chão (desde muito cedo que lhe mostrámos como sair da nossa cama e de zonas altas sem se magoar)
  • Pode dormir agarrado à mão do papá

Cada família tem a sua rotina e sabe o que é melhor para si e para o seu bebé, e para nós sempre sentimos que fazia sentido o nosso bebé ficar connosco no quarto, mesmo após os 24 meses. Muitas famílias decidem mudá-lo para o seu quarto após algum tempo, para terem alguma qualidade de sono, mas pensemos bem… quando o bebé acordar a chorar de noite, quanto tempo vão demorar a decidir quem se vai levantar para ir ver o que se passa? Se é fome e se ele ainda mama, a coitada da mãe é sempre a mais prejudicada e tem que levantar-se uma ou mais vezes. Já para não falar que, desta forma, tem sempre que ficar alguém no quarto dele a adormecê-lo.

Também já ouvi dizer que, quanto mais tarde o bebé ficar no quarto dos pais, mais dependência ganha e é pior para eles, porque depois vai custar mais quando fizerem a transição.

Muito sinceramente, é algo que não nos preocupa, porque sentimo-nos bem assim e somos felizes. Quando essa altura chegar, logo se verá como esta questão será abordada.

A forma como o nosso filhote iria ser transportado nos passeios a pé também iria ser diferente do “normal”.

Experimentámos o babywearing e não queremos outra coisa.

Nós e ele.

Se o bebé passou 9 meses na barriga da mãe, embalado pelo seu andar e a ouvir o seu coração, por que razão haveria de ser diferente depois de nascer?

Já para não falar que a conexão é muito maior, porque sente o nosso coração e fica mais calmo.

 

 

E as dormidas? Que belas sonecas que ele fez ao nosso colo, fica embalado num instante!

Se fores pai de um bebé, tens que experimentar, porque não vais querer outra coisa.

Acredita.

Partilhares a experiência de carregar o teu bebé depois de ele nascer, e adormecê-lo desta forma é algo inexplicável.

Não são só as mães que têm que suportar o seu peso na gravidez. Nós, homens, também devemos assumir o nosso papel e continuar a carregá-los também.

Quando vamos às compras (ao supermercado, principalmente), reparamos que as pessoas que levam os bebés nos seus carrinhos, têm dois carrinhos para gerir: o das compras e o do bebé.

Nós conseguimos ser muito mais eficientes e rápidos, porque não estamos condicionados: só temos o carrinho das compras para conduzir.

Tentámos uma vez passear com ele no carrinho, mas foi a chorar o caminho todo e desistimos.

Começámos com um pano (também tínhamos um sling, mas demos pouco uso), e depois transitámos para uma mochila, quando começou a ficar crescido.

Haviam de ver a cara de espanto das pessoas na rua, parecíamos uns extra-terrestres, a passear o nosso bebé desta forma! Ainda por cima um homem a fazer isso, onde é que já se viu…?

E desta forma também sentimos que ele vai mais protegido, e consegue ver as vistas na mesma.

Foi, sem dúvida, uma boa aposta.

A questão das fraldas também foi uma das nossas grandes preocupações.

Queríamos evitar ao máximo a utilização das fraldas descartáveis, por várias razões:

  • Porque é um negócio (antigamente não existiam)
  • Porque têm químicos que não fazem bem à pele do bebé
  • Porque prejudica o meio-ambiente
  • Porque gasta-se muito dinheiro

Resolvemos então apostar nas fraldas reutilizáveis.

 

fraldas

 

Confesso que no início, não foi fácil a adaptação.

Envolveu alguma pesquisa e muitas tentativas.

Existem alguns tipos de fraldas, muitos tipos de absorventes, etc.

Por vezes sentimos que dávamos um passo à frente, para logo a seguir dar dois passos atrás.

Estivemos quase a desistir, mas a perseverança deu os seus frutos e conseguimos encontrar a nossa fórmula mágica.

A que resultou com o nosso bebé.

E valeu bem a pena, porque desde que usa estas fraldas reutilizáveis que não sabemos o que é uma assadura na sua pele.

O mérito é todo da minha mulher, que desde cedo informou-se o melhor possível sobre este novo mundo das fraldas reutilizáveis.

Até temos uma fralda comemorativa do aniversário do príncipe de Inglaterra!

Mais parece o lançamento das colecções de selos.

Digam lá o que disserem, eles até ficam muito mais engraçados com estas fraldas.

Existem para todos os gostos e feitios.

No fundo, vêm colmatar as desvantagens das fraldas descartáveis: são 100% naturais, amigas do meio-ambiente, não provocam assaduras na pele do bebé, e compram-se apenas uma vez.

Depois, é só lavar na máquina da roupa (claro, o cócó vai para o lixo…).

A escolha da alimentação também foi primordial, porque não queríamos que ele seguisse uma alimentação errada logo desde o início.

Quando crescer, terá muito tempo para fazer uma alimentação desequilibrada.

Assim, decidimos seguir as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e amamentar em exclusivo até aos 6 meses, introduzindo depois a alimentação complementar, mantendo a amamentação até aos 2 anos ou mais (decidimos que será até quando ele quiser).

Quando chegou à fase da introdução aos alimentos sólidos, claro, fomos mais uma vez uns pais “anormais” e experimentámos o Baby Led Weaning (BLW).

fraldas

 

O BLW não é mais do que a introdução à alimentação complementar (mantendo sempre o leite materno), deixando que o bebé tome a iniciativa de escolher ele próprio quais os alimentos (sempre sólidos) que quer comer. Não existe qualquer ajuda dos pais. Ele simplesmente começa a agarrá-los com as mãos e come o que escolher.

Claro que depois surgem as tais questões de que o bebé pode sufocar se a comida ficar presa na garganta, etc. Mas se houver cuidado em cortar os alimentos nas proporções correctas, tal não acontecerá. E se acontecer, o próprio bebé tem o reflexo de expelir a comida. Claro que tem que estar sempre um adulto ao pé, e temos que estar sempre prevenidos para o pior, mas connosco tal nunca aconteceu. Seja como for, aconselho muito o curso de Primeiros Socorros Pediátricos que fizemos, e ainda bem que nunca pusemos em prática os conhecimentos adquiridos…

Posso testemunhar que é uma festa de cores ver o nosso bebé comer com as mãos!

Ah! E preparem-se, porque ele vai ficar sujo de comida nos lugares mais impensáveis! Mas nada que depois não se limpe. Ainda me lembro quando começou a comer manga… a cara dele quase ficou irreconhecível! Mas adorou e quis repetir.

Só vi vantagens em começar com o BLW:

  • O bebé ganha mais autonomia porque escolhe o que quer comer e em que quantidade
  • Pode sentar-se connosco à mesa e começar a comer ao mesmo tempo que nós também estamos a comer. As refeições em família começam a ganhar um significado diferente
  • Como a sua alimentação é mais equilibrada e a comida não tem sal, começamos também nós a fazer uma alimentação diferente. No fundo, quase se pode dizer que somos nós que o acompanhamos, ao invés do contrário

Experimenta com um alimento para ver o comportamento do teu bebé. Aos poucos também vais-te apercebendo do que ele gosta e começas a variar a tua alimentação.

Estes são alguns dos pontos que nos tornam diferentes da maior parte dos outros pais, mas que nos tornam felizes, porque o nosso bebé é feliz desta forma.

E tu, és um pai/mãe E.T.?

Obrigado pela tua presença.

 

 

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A Arte de Bem Serrar

Serrar é uma arte dentro da própria arte de ser artesão.

Um dos mestres marceneiros com quem aprendi esta arte, disse-me uma vez que demorou 3 anos para aprender a serrar.

TRÊS anos!

Tal deve-se também ao facto de ninguém o ter ensinado a serrar manualmente, na escola onde estudou. Talvez porque também quem o ensinou a trabalhar com outras ferramentas, não o sabia fazer correctamente, e usava muito as máquinas eléctricas para cortar a madeira e desempenhar as suas tarefas.

Não quero com isto dizer que esta arte não está acessível a qualquer pessoa, porque está.

Serrar a direito é para todos.

No entanto, penso que a maior parte das pessoas que vê alguém a serrar pensa que “serrar a direito é fácil, afinal é apenas trabalho manual, também consigo fazer. Quão difícil será seguir uma linha?”

O que pode correr mal?

No entanto, quando vão experimentar, a serra abana, dobra-se, fazemos força a mais e não conseguimos serrar. Culpamos a madeira, a serra, e não nos olhamos ao espelho para ver onde está o problema.

É como se um emaranhado de emoções, incertezas, dúvidas, conquistas, se concentrassem na lâmina do serrote.

A culpa é sempre dos outros, e não nossa.

Aí a realidade atinge-nos: serrar a direito não é fácil.

Mas está ao alcance de qualquer pessoa.

Requer treino, prática.

Cada serrote tem as suas particularidades, e cada madeira as suas especificidades. Mesmo as madeiras cortadas da mesma árvore, na mesma secção, comportam-se de formas diferentes. Estás a ver as variáveis que podem existir…?

E mesmo que todas as variáveis estejam alinhadas, pode haver sempre a hipótese do corte não sair a direito.

Esta habilidade treina-se, e como qualquer outra arte, é necessário praticar.

Requer disciplina.

 

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Praticar muitas vezes, até chegar a uma altura em que o que parece estranho e desajeitado ao início, passe intrinsecamente a fazer parte de nós. Implica serrar manualmente sempre que possível, e não usar caminhos alternativos como máquinas eléctricas, que fazem diminuir as nossas habilidades.

Este treino, esta prática, pode contrastar com a inspiração súbita, ou o talento inato, em que podemos pensar que não é necessário treinar.

Quando estou muito tempo sem serrar, os primeiros cortes são um pouco desajeitados, e sinto a necessidade de praticar e fazer alguns cortes extra em madeiras, antes de começar ou retomar um projecto. Ajuda a preparar o cérebro e os músculos para o trabalho que aí vem.

 

Serrar
Corte paralelo ao veio da madeira

Os prodígios musicais, por exemplo, são muitas vezes citados para suportar esta convicção, erradamente.

O prodígio musical infantil Wolfgang Amadeus Mozart, de facto, trabalhou a sua capacidade de se lembrar de grandes trechos de notas musicais.

Entre os 5 e os 7 anos, Mozart aprendeu como treinar a sua memória musical inata, quando improvisava no teclado do piano.

Desenvolveu métodos para que conseguisse produzir música “espontânea”.

A música que ele mais tarde escreveu parecia espontânea, porque ele escrevia directamente na pauta musical, com muito poucas correcções.

Mas mais tarde, através das suas cartas, veio-se a saber que, muitas vezes, ele via a revia mentalmente as notas musicais antes de as escrever definitivamente em papel.

Devíamos estar um pouco alerta quando se fala de talento inato, de talento não treinado.

É necessário treinar a memória muscular em diversas posições, tal como os músicos o fazem. Os dedos, a mão, o braço, todo o nosso corpo tem memória muscular, e tem que saber a sua posição correcta para desempenhar o melhor possível a tarefa que tem a seu cargo.

Se o cantor treina a voz para os concertos, se um atleta treina para as competições, por que razão haveria de ser diferente treinar a arte de bem serrar?

Existem diferentes tipos de serrotes, cada qual é indicado para o tipo de corte que queremos fazer: se é paralelo ou perpendicular ao veio da madeira, se é superficial ou muito profundo, se é um corte grosseiro ou com precisão.

A juntar a isso, há o facto de existirem serrotes ocidentais e serrotes orientais.

Os mais comuns são os serrotes ocidentais, mas o Japão também tem fama de ter bons artesãos e bons serrotes.

 

Serrar
Dois tipos de serrotes japoneses

 

Ao pegarmos numa ferramenta e a tornarmo-la “nossa”, estamos a aprender a sermos donos do nosso próprio destino.

Estamos a aprender a tomar as rédeas da nossa vida, e a darmos a orientação correcta ao rumo que pretendemos seguir.

A visão está traçada, o caminho está definido.

Agora é só percorrê-lo.

Quando temos o caminho traçado, existem sempre desvios que são feitos.

No entanto, temos que estar concentrados e atentos, porque o que são pequenos desvios no início, se não forem corrigidos, podem tornar-se tão grandes que depois é complicado voltar ao percurso inicial.

Não percas o teu rumo.

 

Obrigado pela tua presença.

 

 

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Um Novo Projecto

Fico sempre entusiasmado quando surge a oportunidade de começar um novo projecto. As ideias surgem, esboços são desenhados, o cheiro da madeira começa a pairar no ar…

Há já algum tempo que o meu cliente mais fiel (o meu filho) vem pedindo (que é como quem diz, vem mostrando através de alguns sinais) que necessita de algo diferente para trabalhar. No contexto de Maria Montessori, o trabalho das crianças não significa colocá-la a fazer os trabalhos de adulto, mas sim brincar. Ao brincar, a criança está a trabalhar todos os seus sentidos, a desenvolver-se emocionalmente, a socializar, a crescer.

Por isso é muito importante estares com o teu filho, observá-lo. Só assim vês a sua evolução e compreendes as suas necessidades.

 

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Existem muitos pormenores envolvidos num novo projecto, mas tudo começa com uma ideia passada para papel. Um esboço é muito útil, pois ajuda-nos a perceber quais os caminhos que podemos percorrer, e como o poderemos fazer. Ajuda-nos a perceber as virtudes, mas sobretudo as falhas e como as podemos colmatar.

Nesta era das novas tecnologias, por vezes é bom afastarmo-nos um pouco do mundo digital e ficarmos sozinhos com os nossos pensamentos. Só assim conseguimos ouvir o nosso interior, e é aqui que as melhores ideias surgem.

Um novo projecto

Podemo-nos deitar com algum problema por resolver, que no dia a seguir acordamos com a solução.

Ou até mesmo durante a noite, quando o nosso subconsciente está mais activo.

É assim que a nossa mente funciona.

Por isso é bom apontar as nossas ideias e os nossos problemas em papel. Ficam ali, anotados para não serem esquecidos, mas retirados da nossa mente para que possamos descansar melhor.

Desta forma, ficam também acessíveis para serem consultados sempre que necessário.

Depois de escolhida a ideia vencedora (se houver mais que uma), é altura de colocá-la em prática.

Qual o tipo de madeira que vou usar?

 

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Onde vou comprá-la?

Que ferramentas são necessárias?

Que tipo de acabamento vou dar?

A juntar a tudo isto, há o factor pressão, porque o meu cliente cresce a uma velocidade vertiginosa, e o tempo passa muito rápido!

Mas não estou muito preocupado, porque sei que ele vai usufruir deste novo projecto durante bastante tempo…

Como vai ser a primeira vez que o vou fazer, será um protótipo. E como todos os protótipos, é possível que nem sempre corra bem na primeira vez que é feito. Daí a fase da concepção e desenho ser importante. Existe um tempo para pensar e um tempo para fazer. E por vezes é necessário ir alterando o desenho em tempo real, à medida que vai sendo desenvolvido.

Ou porque surge uma nova ideia, ou porque o que foi idealizado pode não ser possível de fazer dessa forma.

E sendo um protótipo, nesta fase não compensa (financeiramente) usar uma madeira de qualidade superior, embora tente ser o mais fiel possível ao resultado final.

Durante todo o projecto, não me coíbo de pedir a opinião à minha consultora que está sempre presente: a minha mulher. São conselhos sobre as partes funcionais e também a nível de design, que valorizo muito. Devido à sua actividade estar ligada com o contacto de bebés e crianças, sabe muito bem o que pode ou não resultar.

Costuma-se dizer que atrás de um grande homem está uma grande mulher.

Discordo.

Na minha opinião, ao lado de um grande homem está uma grande mulher.

Sempre foi assim em todos as etapas da minha vida, e aqui também não é excepção.

Novo Projecto
A serrar a madeira

Quando tenho alguma dúvida sobre como algo ficaria melhor, ou de que forma seria mais funcional, pergunto-lhe. Por vezes estamos tão focados num único pensamento e numa única solução, que não conseguimos vislumbrar outra alternativa. É como quando caminhamos numa floresta densa e necessitamos de abrir caminho para ver o chão que pisamos.

Desta forma, nem sequer reparamos que mesmo ao nosso lado existe um caminho que vai na mesma direcção.

Apenas tem com menos arbustos para desbravar.

É quando uma segunda opinião é bem-vinda.

Ajuda-nos a ter um caminho mais definido, a procurarmos os pontos-chave para depois percebermos como o vamos percorrer.

No fundo, é como vivemos a nossa vida.

Podemos andar à deriva, sem termos um plano definido, e vamos vivendo da forma que nos vão deixando viver. Queixamo-nos que as coisas não estão como gostaríamos que estivessem, mas também não fazemos nada para alterar a situação em que estamos. Por isso também não nos podemos queixar muito.

Ou então, podemos ser nós próprios traçar o nosso percurso. Ter uma visão e saber em que direcção ir ajuda a conhecermo-nos, a redescobrirmo-nos.

 

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São muito importantes os obstáculos que tivemos que superar para chegar à nossa visão. Ter objectivos pequenos e alcançá-los durante esse percurso ajuda-nos ganhar mais confiança, à medida que vamos progredindo.

Vamos vendo as ideias que anteriormente apenas estavam na nossa mente a tornarem-se realidade.

A unir os pontos

Durante este processo, pode ser necessário aplicar novos métodos nunca experimentados, fazer alguns desvios. Podemos até ver que não estamos a progredir como queremos e sermos obrigados a dar um passo atrás, para logo em seguida dar dois passos à frente.

Não existe o caminho ideal, existe o nosso caminho.

Por tudo isto, até encontrar o caminho certo, um protótipo demora sempre mais tempo a fazer. Existem muitos pormenores a ter em conta, muitas ideias por experimentar.

Afinal de contas, é o primeiro. É fazer algo que ainda ninguém fez. Algo que vai ser único no mundo, porque mesmo que exista outro igual, com as mesmas medidas, etc., nunca é totalmente igual. A mesma espécie de madeira pode ter muitas variações na sua cor (até da mesma árvore), e, além disso, não foi feito pelo amor e cuidado que as minhas mãos empregam. O nosso estado de espírito também influencia o nosso trabalho, e por isso não existem dois produtos iguais, mesmo que sejam feitos pela mesma pessoa. O trabalho artesanal é fantástico!

Cada peça de madeira representa um desafio único.

Não importa o que fazemos, mas como o fazemos é que vai determinar o resultado final.

E perceber que o que estou a fazer vai ser testado e usado pelo meu filho dá-me uma satisfação ainda maior para o concretizar!

Qual o teu novo projecto?

Há quanto tempo não sais da rotina e fazes algo de novo?

Deixa o teu comentário.

 

Obrigado pela tua presença.

 

 

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